segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Imagem do ano

Joaquim Benedito Barbosa Gomes 
Presidente do Supremo Tribunal Federal

Os 10 + de 2012 em São Fidélis


Minha listinha ... nada sério rsrsr 

1- Adriana de Oliveira "Grupo Dançarte"
2- 1ºTrilhão do Mountain Bik "Parque do Desengano"
3- JORC 10 Anos
4- Reeleição Fenemê
5- Clínica São Mateus
6- Casa da Poesia
7- Dr. Sebastião de Almeida e Silva Neto
8- Raimundo Correia Lima Júnior Sub Tenente TG 01-003
9- Dr. Nielson Maia Cruz
10- Centro de Vida Semaf 

F E L I C I D A D E S  para todos em  2013 !!
 "Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de ano novo." (Edith L.Pierce)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Feliz 2013 !!

Cada dia que vivemos é um presente de Deus.
Não tome como "garantida" qualquer coisa em sua vida: o seu emprego, a sua posição, a sua saúde, a presença das pessoas que você ama, nada.
Tudo isso pode não estar com você no dia de amanhã.
Não espere perdê-las para só então dar valor.
Não reclame pelo que você não tem, ou pelas coisas que aparentemente são ruins em sua vida.
Olhe a perspectiva positiva.
Veja o que você tem de bom, em comparação com tanta gente que tem muito menos.
Agradeça a Deus pelo que você tem no dia de hoje.
Agradeça pelo dia de hoje!
Não perca um segundo do seu tempo com sentimentos ruins como ódio ou inveja de outras pessoas.
Elas podem ter feito alguma coisa contra você, mas você pode ser superior em suas atitudes.
Fale coisas positivas.
O restante, a vida falará.
Não perca o precioso tempo de sua vida com pensamentos, planos ou atitudes negativas.
Você não sabe quantos dias lhe restam.
Você não teve como escolher como nasceu.
Você não pode escolher como morrer.
Mas você pode escolher como viver.
Escolha viver feliz, alegre, positivo.
Escolha fazer coisas boas e ajudar as pessoas.
Eu peço a Deus pelo seu bem.
Dizem que pensamentos têm muita força.
Dos pensamentos vêm as palavras, das palavras vêm as atitudes, e das atitudes surgem as ações.
Assim, usando o poder das palavras, eu desejo a você felicidade!
Desejo que os seus dias sejam cobertos de paz e gratidão.
Que você saiba o valor e aproveite cada segundo da sua vida.
Desejo que Deus lhe abra muitos caminhos.
Desejo que você tenha prosperidade em qualquer caminho do bem que você escolher.
Desejo que todas as pessoas que você amar, também sintam amor por você.
Desejo que você possa apreciar cada segundo de suas presenças.
Que vocês possam rir e chorar juntos por coisas banais, mas que os una em opinião.
Desejo que as estrelas no céu do seu caminho sejam brilhantes, mesmo nas noites mais escuras.
Desejo que a paisagem do dia seja bela e que as flores sejam lindas e perfumadas.
Desejo que sua saúde seja a firme estrutura da sua força e determinação, em tudo que você fizer para ajudar a quem precisa.
Desejo proteção e luz para você e sua família.
Desejo que você nunca seja perseguido ou discriminado por qualquer razão.
E se for, que os seus inimigos fiquem ofuscados e confusos, e por isso, que eles escolham outros caminhos, e possam também ser felizes, finalmente.
Desejo que você não sinta inveja ou rancor de ninguém, mas compreenda as fraquezas e inseguranças dos que sentem.
Desejo que saibas perdoar, pois julgar é função exclusiva de Alguém muito mais sábio.
Desejo que você tenha a chance de ensinar a alguém a escrever algumas palavras, e que, assim, você também aprenda a compreender o significado e as conseqüências das suas.
Desejo que, ao longo de toda a sua vida, você encontre razões simples para sorrir.
E que o seu sorriso reflita sinceridade e um lindo ideal
Enfim, desejo para você FELICIDADE.
E que para encontrá-la você não tenha que procurar muito.
Apenas olhar para dentro de si mesmo e encontrar alguém digno de ser amado.
(Mahatma Gandhi)   

Ah! 2012 .... tanto que te esperei ...
Vivemos uma história de grandes emoções felizes e tristes também.
Vai em paz ...
O meu maior desejo para 2013 é Felicidade, Saúde
 e minha Família  bem Unida e próxima de Mim.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Confraternização Natalina EBD

Numa noite prazerosa de quinta-feira (27), nos reunimos na casa da amada irmã Isamar, para nos alegrar, conversar, e nos confraternizar como irmãs em Cristo. O calor estava por demais, mas o ambiente era fresco, acolhedor e bem agradável e o Espírito Santo se fez presente. Ali louvamos, oramos, irmã Arlete adorou ao Senhor com um louvor, eu fiz a leitura de um poema "Sabias?" tendo como introdução o palavra de Deus que está em Lucas 1:46 "Oração de Maria".
A irmã Isamar é  um encanto de pessoa, as pessoas são encantadas pelo "ser" e não pelo "ter", como toda sua família também, somente os verdadeiros adoradores podem dar um testemunho fiel e agradável a Jesus Cristo. Que Deus continue derramando  ricas bênçãos em seu lar.  
Este ano não houve troca de presentes e sim "amigo oculto de oração" - quer melhor! Onde firmamos um compromisso de orarmos uma pela outra ... orar "em todo o tempo" (efésios 6:18). Que continuamos firme no  propósito de amar a Cristo acima de todas as coisas.
Com seu coração generoso Isamar nos presenteou com uma linda"bolsinha de mão" que foi um achado legal! Sem falar nos salgadinhos, refrigerantes, bolo com sorvete, tudo muito  bom! Um abençoado 2013 para  nós mulheres!!!

  Isamar orar Madalena
Madalena orar Gelza
Gelza orar Florípdes
Florípdes orar Glorinha
Glorinha orar Berenice
berenice orar Josélia
Josélia orar Jacira
Jacira orar Arlete
Arlete orar Nadir
Nadir orar Erinéia
Erinéia orar Zeny
Zeny orar Isamar  
...
amém 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ceia de Natal

Então... este ano (2012) comemoramos o Natal longe de casa, de um jeito bem diferente, pois o coração se encontrava apertado por demais; a falta da minha irmã foi inexplicável... mas juntos em família celebramos o nosso Natal. "E a vida vai tecendo laços, quase impossíveis de romper. Tudo que amamos são pedaços vivos de nosso próprio ser." (Manuel Bandeira)    






... e a porta continua sempre aberta para Jesus entrar

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

É Natal na "Cidade Poema"


O clima do Natal na minha cidadezinha do interior, pode ser sentido e admirado pelas crianças e por todos que ali passam na pracinha principal da cidade. A decoração natalina embelezou o coreto, está de bom gosto, simples e bem caprichada pela artista plástica Vânia Borges. As lixeiras espalhadas pela praça servem para conscientizar e estimular a preservação do meio ambiente, uma boa idéia e bem educativa, espero  que os transeuntes as usem, não jogando lixo no chão, demostrando que somos um povo hospitaleiro e bem educado. Que o espírito natalino brilhe intensamente em cada coração.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Feliz Natal, aos Homens de Boa Vontade !!

 O CÂNTICO DE MARIA
Então disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com o seu braço valorosamente;
dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais.(Lucas 1:46)

 Tu sabias
que a criança que trazemos à memória nesta noite de Natal
é filho do Altíssimo,
a quem chamamos pelo nome de Jesus?

Tu sabias
que nasceu da virgem Maria, seu filho primogênito,
que enfaixou-o e o deitou numa manjedoura,
porque não havia lugar na hospedaria?

Tua sabias
que teve sua entrada triunfal em Jerusalém
montado num jumentinho?

Tu sabias
que os teus olhos estão em todos os lugares
contemplando os maus e os bons?

Tu sabias
que Ele curou cegos, mudos, surdos
e paralíticos fez andar?

Tu sabias
que a tua palavra é lâmpada para nossos pés,
e luz para os nossos caminhos?

Tu sabias
que Ele multiplicou cinco pães e dois peixes
e alimentou multidões?

Tu sabias
que ressuscitou mortos
e hoje está vivo em nosso meio
e no coração de cada um de nós?

Tu sabias
que seu reinado não terá fim?

Sabias?

(autoria:Berenice)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Confraternização da Academia Fidelense de Letras



Numa noite agradável de 14 de dezembro, na sede da AFL, às margens do Rio Paraíba, a Academia Fidelense de Letras reuniu confrades para a Confraternização Natalina e a troca de livros do "amigo oculto". O presidente Spalla e o confrade José Maria Coelho se desdobraram para que tudo desse certo. Mesa farta, música ao vivo, poesias e laços de amizades consolidando-se. Tudo de bom. Um Feliz Natal para todos nós!

Confrades presentes:
Cristóvão Spalla - Maria Lúcia Fernandes -  José Maria Coelho - Jaqueline Pontes - José Maria Mangia - Berenice Seixas - Paulo Assis - Arinda Ferraz - Pedro Emílio - Rosângela Abreu - J.Moreira - Fátima Panisset - Ronaldo Barcelos - Adriana Abreu - Jusilene Faustino - Celso Maia . * Convidados *

sábado, 15 de dezembro de 2012

Parabéns, Mariana !!

Filha,
Você merece tudo que a vida tem de excelente para lhe presentear
Sei  que seu caminhar é firme e permanente
e que você vai galgar lugares mais altos
e concretizar todos os seus sonhos.
Creia.
Que Deus te abencõe.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Então é Natal ...

Natal para mim, sempre foi motivo de festa, alegria, família, correria, cansaço, armar a árvore de Natal, decorar a casa, comprar uns presentinhos ou as vezes não, - pois é muito movimento pra pouco dinheiro rsrrs, saber se as irmãs que moram em Niterói vem passar o Natal com a gente, ver os preparativos da "Ceia"; as rabanadas, as castanhas, o pernil, o chester, a farofa, um doce, um sorvete, a salada de frutas, umas nozes pra quebrar na porta, as fotos, o empadão, ah! empadão... esse não tem mais!
Sempre faço o possível  para que a noite de Natal seja uma noite de paz, de amor, de oração, de mesa farta, de família reunida, onde o menino Jesus reina em cada um dos nossos corações.
Lembrando agora, o Natal do ano passado minhas irmãs prepararam a "Ceia" pra mim, que bênção! 
Para alegrar as crianças de casa, a que tenho dentro de mim, e as outras que aparecem, é de meu costume comprar um Papai Noel de brinquedo para simbolizar o Natal de cada ano; e assim foram vários Papais Nis: musical, que rebolava, que tocava saxe, tambor, jogador de futebol, agarradinho, e o último foi um Papai Noel na cadeira de balanço - era o que eu estava precisando, des- can- sar.
Mas este ano não tem o Papai Noel ... ele não vai descer da chaminé como eu pretendia ... tudo vai ser diferente ... o coração tá triste, dolorido ... mas vamos festejar o Natal do jeito que Deus quer, pois a presença do menino Jesus se faz cada vez mais forte em nossas vidas, porque Ele nos basta, nos completa, nos fortalece, nos ajuda, é a nossa força e o nosso refúgio na hora da angústia, e continua sendo o motivo da nossa alegria e adoração. Alelúias!!.  
Mas este ano o que vai simbolizar o meu Natal é este "vaso de antúrio"com flores vermelhas, (foto) não sei bem como surgiu a idéia, mas surgiu ... as flores vão suprir a presença de uma saudade... 
E a porta continuará sempre aberta para Jesus entrar e ceiar ... 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

Dia da Bíblia

 2º DOMINGO DE DEZEMBRO - DIA DA BÍBLIA

A BÍBLIA É DEUS FALANDO AO HOMEM.

A BÍBLIA É UM LIVRO SAGRADO, QUE É A PALAVRA DE DEUS, ESCRITA POR DIFERENTES AUTORES, MEDIANTE A REVELAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO.

A Bíblia - "O Livro dosLlivros". Para muitos a Bíblia não passa de um livro antigo e histórico. Porém, para os que conhecem a Deus, é a sua revelação a humanidade. assim sendo, é Deus seu próprio autor, tendo como seu real interprete o Espírito Santo.
Etimologicamente o vocabulário "Bíblia" significa "coleção de pequenos livros". Foi sabiamente empregada pela primeira vez por Jão Crisóstomo, grande reformador e patriarca de Cistantinopla,(398-404 d.c) pois a Bíblia é im livro composto de vários livros pequenos. 
A bíblia é uma coleção de 66 livros, reunidos hoje em um só volume.
 Dividindo-se : Antigo Testamento e Novo Testamento.
* ANTIGO TESTAMENTO (AT) que reúne 39 livros: (Gênesis a Malaquias)
Gênesis Gn
Êxodo  Êx
Levítico  Lv
Números Nm
Deuteronômio  Dt
Josué  Js                                                   
Juízes  Jz                                               
Rute Rt                                            
1 Samuel  ISm
2 Samuel  2Sm
1 Reis  1Rs
2 Reis  2Rs
1 Crônicas 1Cr
2Crônicas  2Cr
Esdras  Ed
Neemias  Ne
Ester  Et
Jó  Jó
Samos  Sl
Provérbios  Pv
Eclesiástes  Ec
Cântico dos Cãnticos  Ct
Isaías  Is
Jeremias  Jr
Lamentações  Lm
Ezequiel  Ez
Daniel  Dn
Oséias  Os
Joel  Jl
Amós  Am
Obadias  Ob
Jonas  Jn
Miquéias  Mq
Naum  Na
Habacuque  Hc
Sofonias  Sf
Ageu  Ag
Zacarias  Zc
Malaquias  Ml 

LIVROS DA LEI : Gênises-Êxodo  Levítico -Números -Deuteronômio
1- Gênesis: fala como tudo começou, o pecado e o sofrimento
2- Êxodo: fala da saída do povo hebreu do Egito
3- Levítico: fala das leis e dos mandamentos de Deus à Israel
4- Números: fala das contagens dos israelitas 
5- Deuteronômio; narra os discursos de Moisés

LIVROS HISTÒRICOS: Josué- Juízes- Rute- 1 Samuel -2 Samuel-1Reis-2 Reis-1 Crônicas-2Crônicas -Esdras -Neemias -Ester

LIVROS POÉTICOS: Jó - Salmos -Provérbios -Eclesiástes -Cântico dos Cânticos

LIVROS PROFÉTICOS: Isaías -Jeremias-Lamentações -Ezequiel -Daniel -Oséias -Joel -Amós -Obadias -Jonas  -Miquéias  Naum-Habacuque-Sofonias -Ageu -Zacarias -Malaquias
# Profetas maiores : Isaías a Daniel
# Profetas menores: Oséias a Malaquias
Os termos citados acima refere-se ao volume dos livros e a extensão do ministério profético.

*NOVO TESTAMENTO  (NT) que reúne 27 livros: ( (Mateus a Apocalipse) Mateus  Mt
Marcos  Mc
Lucas  Lc
João  Jo
Atos  At
Romanos  Rm
1Coríntios  1Co
2Coríntios  2Co
Gálatas  Gl
Efésios  Ef
Filipenses  Fp
Colossenses  Cl
1 Tessanolicenses  1Ts
2 Tessanolicenses  2Ts
1 Timóteo  1Tm
2 Timóteo  2Tm
Tito  Tt
Filemom  Fm
Hebreus  Hb
Tiago  Tg
1Pedro  1Pe
2 Pedro  1Pe
1 João  1Jo
2 João  2Jo
Judas  Jd
Apocalipse  Ap

EVANGELHOS: Mateus -Marcos-Lucas- João

IGREJA PRIMITIVA: Atos

CARTAS DIRIGIDAS AS IGREJAS DA ÉPOCA:  Romanos a Judas

REVELAÇÃO DOS TEMPOS FINAIS: Apocalípse

*****
Fatos interessantes
PENTATEUCO - são os primeiros cincos livros da Bíblia
NÃO TEMAS - esta frase ocorre 365 vezes em toda a Bíblia, o que dá uma para cada dia do ano.
A VINDA DO SENHOR - é referida 1.845 vezes, sendo 1.527 no AT e 318 no NT.
MINIATURA DA BÍBLIA - o livro de ISAÍAS, contém 66 capítulos, correspondendo os 66 livros da Bíblia. Dividido em duas seções, a primeira contém 39 capítulos, tratando da mensagem do AT e a segunda 27 capítulos, correspondendo a mensagem do NT. O NT termina mensionando o novo céu e a nova terra, o mesmo ocorre no término do livro de ISAÍAS (66:22).

" A BÍBLIA É DEUS FALANDO AO HOMEM; ATRAVÉS DO HOMEM; COMO HOMEM; A FAVOR DO HOMEM; MAS SEMPRE É DEUS FALANDO."
(fonte: net)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Cartinha ao" Papai Noel"

 
Pois bem, ontem fui aos correios com minha netinha Vitória, e adotei uma cartinha da "Campanha Papai Noel dos Correios", que é uma ação de responsabilidade social, onde muitas cartas chegam endereçadas ao Papai Noel. Fiquei muito feliz em poder ajudar e a realizar um sonho de uma criança que se fez através da escrita, numa simples cartinha a Papai Noel. A Bíblia diz que a mão esquerda não deve saber o que faz a direita, (Mateus 6:3), mas não me contive em fazer esta postagem, minha emoção foi grande ... Creio  que a criança ao ver seu pedido atendido por Papai Noel, deu um sorriso bem gostoso!  Quem disse que Papai Noel não existe?! Esta foi a minha solidariedade.
 
 
Que Deus te abençõe
 Feliz Natal,
Saúde 
Paz 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Morre, Oscar Niemeyer


Infográfico Niemeyer (Foto: Arte/G1)


(fonte:g1.globo.com)

15/12/1907
05/12/2012 

Em carta de 1987, Niemeyer recusa festa de aniversário de 80 anos

 Em carta de 1987, Niemeyer recusa festa de aniversário de 80 anos
Em carta de 1987 enviada um mês antes de seu aniversário de 80 anos ao amigo pessoal José Aparecido de Oliveira, então governador do Distrito Federal, Oscar Niemeyer, que morreu nesta quarta-feira (5), aos 104 anos, recusou convite para participar das comemorações programadas para a data.No texto datilografado, o arquiteto afirmou que pretendia passar o aniversário “em completo anonimato” e afirma não ser merecedor das comemorações.

Carta escrita por Niemeyer ao amigo José Aparecido, ex-ministro da Cultura, em que diz que não participaria de festa de seus 80 anos de vida (Foto: TV Globo/Reprodução)


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"Cidade Poema"


CIDADE POEMA

Como ouso eu cantar
em prosa e verso
a minha cidade
que tu nunca ouviste falar.

Fecha os olhos e imagina
deixa a poesia penetrar
entre em meu mundo e veja
como é belo o seu luar.

A margem do rio
o Paraíba a cantar
meus sonhos são levados
para qualquer lugar.

A ponte de ferro
que nos faz fortificar
deixa no coração
a lembrança de amar.

Amar é assim
ferro e vontade de lutar
ferro que vem das raízes
e emoção que nos faz levitar.

A igreja em forma de cruz
do pecado vem nos libertar
a praça em forma de cálice
cálice e hóstia que estão no altar.

São Fidélis, Cidade Poema
poema que nos faz exaltar
São Fidélis, cidade pequena
quantas saudades eu tenho de lá!
 
(Simone Alves V.Barroco)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"São Fidélis Cantiga Para Três Tempos"

SÃO FIDÉLIS
CANTIGA PARA TRÊS TEMPOS

Chuva amarela na Gamboa
- OITIS -
Na avenida, chuva doce:
- SAPOTIS -
Tapetes coloridos nas manhãs
Sob os pés de flamboiãs.
LUCAS e CAMBIASCA
- Freis pioneiros -
no silêncio do bronze
FIDÉLIS

- Santo Padroeiro -
na inércia da massa unicolor.
1840 .....1870 .......1970 ........
Vila ..... Cidade ... Saudade...
Maria
Cheia de graça
que passa.
na praça:
- cadência de passos
no espaço.
Dilma
..... Dilce...... Dilza.....
Diva....... Dolores ...... dores:
Verso pobre,
canto roucos.
Tudo é nada,
muito é pouco.
O que eu digo,
o que eu sinto
no canto pobre
no verso rouco
para dizer donde vens
para dizer o que tens,
é muito pouco,
é muito pouco.
Cajá
, café, caju,
Casa, cachaça, .....Cacilda.
No leito,
o rio,
o estio,
dorme
ouvindo cantigas
de lendas antigas.
Lampião sem gás,
coreto sem "Jazz",
porto
morto.
Hinos, sinos, Banda.
Bogos
, jogos, fogos.
A araponga gonga,
Fere fogo na forja
e aguça o agudo gume
perfuro - cortante,
do comerciante
especialista
- e até tratadista
em robalo.
Cores, flores,
gente, cachorro quente.
Vila!
Cidade!
Saudade.
(Pedro Emílio de A. Siva)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ceia do senhor


Examine-se a si mesmo

Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. (ICoríntios 11:27-29)

Obrigada Senhor, por fazer parte deste banquete espiritual. Até o 1ºdomingo do próximo mês! 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Já leu um poema hoje?

 AMOR É SÍNTESE


Por favor, não me analise
Não fique procurando
cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise
profunda, quanto mais eu!
Ciumenta, exigente, insegura, carente
toda cheia de marcas que a vida deixou:
Veja em cada exigência
um grito de carência,
um pedido de amor!


Amor, amor é síntese,
uma integração de dados:
não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
(ninguém abraça um pedaço),
me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeita, amor!


(Myrtes Mathias)
Do livro "Bom dia Amor" 1990

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Gente que eu gosto "Cora Coralina"

 20/08/1889
10/04/1985
 CORA CORALINA, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Vila Boa de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa brasileira.
Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, sendo uma das primeiras construções da antiga Vila Boa de Goiás.
Começou a escrever os seus primeiros textos aos catorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça.
Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Nesse Estado passou quarenta e cinco anos, vivendo inicialmente no interior, nas cidades de Avaré e Jaboticabal, e depois na capital, onde chegou em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 pararam a cidade. Em 1930 presenciou Getúlio Vargas chegando à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.
Com a morte do marido, Cora ficou ainda com três filhos para acabar de criar. Sem se deixar abater, vendeu livros em São Paulo, mudou-se para Penápolis, no interior do Estado, onde passou a vender lingüiça caseira e banha de porco que ela mesma preparava. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.
Ao completar cinqüenta anos de idade, a poetisa sofreu uma profunda transformação em seu interior, que definiria mais tarde como a perda do medo. Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.
Durante esses anos, Cora não deixou de escrever, produzindo poemas ligados à sua história, à ligação com a cidade em que nascera e ao ambiente em que fora criada.
Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.
Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.
Foi ao ter sua poesia conhecida por Carlos Drummond de Andrade que Ana, já conhecida pelo pseudônimo de Cora Coralina, passou a ser admirada por todo o Brasil.
Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX.
Onze anos mais tarde, em 1976, compôs Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha (Ed. Global).
Cora Coralina foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores em 1983. Dois anos mais tarde, veio a falecer.

Carta de Drummond a Cora Coralina

"Seu "Vintém de Cobre" é, para mim, moeda de ouro, ou de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia (...) Não lhe escrevi antes, agradecendo a dádiva, porque andei malacafento e me submeti a uma cirurgia. Mas agora, já recuperado, estou em condições de dizer, com alegria justa: Obrigado. minha amiga! Obrigado, também, pelas lindas, tocantes palavras que escreveu para mim e que guardarei na memória do coração. O beijo e o carinho do seu Drummond."

“HUMILDADE"

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.”

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Trova

 Assim é a simplicidade
do homem lá do sertão
que exibe com vaidade
os calos da sua mão.

(Maria Lúcia Fernandes)
1º Lugar no VII "Jogos Florais de Cambuci
2012  

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Canto à São Fidélis

CANTO À SÃO FIDÉLIS
( Maria Lúcia Fernandes Rocha)

Ser fidelense é ter sorte grande
De viver nesse chão abençoado!
É saber que o melhor lugar do mundo,
Além de lindo, tem o solo mais fecundo
E o seu povo, aqui vive sossegado!

Sua história é sem dúvida, muito rica
Noz traz exemplos de determinação
Quando aqui chegaram, há duzentos anos
Dois valorosos padres franciscanos
E iniciaram nossa civilização.

Vencendo inúmeras dificuldades
Nossos heróis, Frei Ângelo e Frei Victório
Com sua fé. ternura e suavidade
Conseguiram tornar realidade
O que muitos julgaram ilusório!

Nossa Matriz, tão linda e altaneira
-Iluminada pelos seus vitrais-
Não esconde que também já foi pequena
mas é orgulho da nossa Cidade Poema
E nada deve às grandes catedrais!

Por isso nós, bons fidelenses que somos,
Agradecemos a Deus por nos ter dado
Esse "Berço de Luz" e de grandes poetas.
Que São Fidélis nos conceda como metas:
Paz, progresso e ... céu sempre enluarado!

domingo, 25 de novembro de 2012

Meditar em Deus ...

 Não queira se contaminar com as coisas que estraga o propósito de Deus na sua vida.
  "Todas  as coisa me são lícitas, mas nem todas convêm.
Todas as coisas me são lícitas, mas não me deixarei dominar por nenhuma delas.
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam."
(Coríntios 6 e 10) 
"O que não te edifica e te domina; é o que te contamina."


sábado, 24 de novembro de 2012

Saudades ...

Hoje sinto saudades ...são 4 meses de muitas saudades da minha irmã que se foi ... uma madrugada trágica arrancou ela de nós ... me desculpe o desabafo, pois os suspiros, os "ais" da vida, me faz necessário. Mas pensando bem, saudade é amor que fica, e eu a amo muito. Nesse tempo, senti sua mão me acariciando, senti seu abraço de felicidade e alegria ... os mistérios da vida! Da minha irmã ainda me resta tudo, e um pouco desse tudo, são essas arranjos de flores nessas sapucaias que ela teve a idéia de decorar aqui no meu quintal, tudo foi arrumado entre os galhos de um pé de amora, lindo de se vê! Me lembro como se fosse hoje, era fim de tarde, já quase anoitecendo. Hoje o que me alegra é aproveitar a beleza das cores vibrantes das flores, que não morrem, e estão sempre floridas e outras verdejantes, e ouvir a netinha a me dizer: - Vó, hoje eu molhei as flores da tia Lêda!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Barbosa é "paradigma de honradez", diz Fux

FOTO  LUIZ FUX
JOAQUIM BARBOSA TOMOU POSSE NESTA QUINTA COMO PRESIDENTE DO SUPREMO. LUIZ FUX, AMIGO PESSOAL DE BARBOSA, FEZ DISCURSO DE ABERTURA DA SOLENIDADE.

O ministro Luiz Fux afirmou nesta quinta (22), em discurso durante a solenidade de posse de Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), que o colega é "paradigma de cultura, independência, coragem e honradez". 

Fux afirmou que Barbosa se destaca pela “lavra de seus julgados e a inteligência singular de sua pena”. O ministro também destacou o “senso ético” do novo presidente do Supremo nos julgamentos.

Sobre o atual momento do Supremo, Fux disse que o tribunal está aberto para o diálogo com a sociedade e não se julga “titular soberano da verdade”.
“O Supremo Tribunal Federal tem se aberto ao diálogo com a sociedade e os demais poderes constituídos, como comprovam as audiências realizadas. Mais do que pluralizar o debate, essa interação constante com os mais diversos autores é indicativa de que o Supremo não se julga titular soberano da verdade, mas confia nas múltiplas vozes da sociedade.”

Para Fux, o Supremo está preparado "para confronto eventual contra qualquer força oposta aos seus julgados".
A democracia brasileira funciona a todo vapor e esses novos desafios não poderiam encontrar melhor capitaneados no Supremo Tribunal Federal pela mente e pelo coração de Joaquim Barbosa. E pela união institucional e espartana da corte, preparada para julgamento mais árduos e para o confronto eventual contra qualquer força oposta aos seus julgados, quer pretendam macular a instituição como um todo, quer elejam eventuais algozes para encobrir os desmandos movidos por desvarios e insensatez antirrepublicanas", declarou.

Fux mencionou a trajetória de Barbosa, os livros escritos pelo magistrado e os estudos do ministro fora do Brasil. Ele disse ainda que o novo presidente do Supremo foi professor de direito constitucional. Sobre a carreira pública de Barbosa, Fux ressaltou que o novo presidente foi "combativo membro do Ministério Público Federal" e servidor do centro gráfico do Senado.

"É importante neste momento, eminente ministro Joaquim Barbosa, ressaltar a sua profícua contribuição para a construção de uma Suprema Corte de vanguarda, compremetida sobretudo com [...] a consolidação das instituições democráticas."

O ministro destacou a participação de Joaquim Barbosa no julgamento do Supremo que liberou o aborto em casos de gravidez de feto anencéfalo e citou decisões do Supremo que classificou com importantes “no plano político institucional”, como a validação da Lei da Ficha Limpa.

Luiz Fux também elogiou o novo vice-presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, dizendo que ele é “jurista da mais alta estirpe” e homenageou o ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto, que se aposentou no último dia 18 ao completar 70 anos e no lugar de quem Barbosa assumiu. Ao ter o nome mencionado, Britto foi aplaudido pelo público presente à posse.

Fux também foi alvo de aplausos quando destacou a necessidade de o juiz ter independência. “Nós os juízes não tememos nada nem a ninguém”, declarou Fux.

Ao final do discurso, pediu que Barbosa lute por um Judiciário independente. “Sua excelência ministro Joaquim Barbosa, rogamos que lute como Gonçalves Dias uma luta em prol de um Judiciário probo, ativo e independente.” ( fonte: g1.globo.com )  -Trechos do discurso -

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux revelou um lado mais artístico e descontraído na noite desta quinta-feira (22/11). Durante a festa de posse de seu colega Joaquim Barbosa como presidente da corte, ele subiu ao palco cantou e tocou guitarra durante jantar oferecido, interpretando Um dia de Domingo, clássico de Tim Maia.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Parabéns, Vossa Excelência Joaquim Barbosa!


 O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA AOS 58 ANOS TOMA POSSE NA PRESIDÊNCIA DO STF
22 de novembro de 2012
Para o novo presidente do STF, "nem todos os cidadãos" são tratados da mesma forma quando buscam o Judiciário.
“É preciso ter a honestidade intelectual para reconhecer que há um grande déficit de Justiça entre nós. Nem todos os cidadãos são tratados com a mesma consideração quando buscam a Justiça. O que se vê aqui e acolá é o tratamento privilegiado”, declarou.
Segundo Barbosa, se o acesso ao Judiciário não se tornar mais igualitário e eficaz, ele “suscitará um espantalho” capaz de afugentar investimentos.
“O que buscamos é um Judiciário célere, efetivo e justo. De nada vale o sofisticado sistema de informação, se a Justiça falha. Necessitamos tornar efetivo o princípio constitucional da razoável duração do processo. Se não observada estritamente e em todos os quadrantes, o Judiciário nacional, suscitará, em breve, o espantalho capaz de afugentar os investimentos que tanto necessita a economia nacional”, disse.
Ele afirmou que os magistrados devem levar em conta as expectativas da sociedade em relação à Justiça e disse que não há mais espaço para o juíz "isolado". Para Barbosa, o magistrado precisa considerar os valores e anseios da sociedade.
“O juiz deve, sim, sopesar e ter em conta os valores da sociedade. O juiz é um produto do seu meio e do seu tempo. Nada mais ultrapassado e indesejado do que aquele juiz isolado, como se estivesse fechado em uma torre de marfim”, disse.
O novo presidente do Supremo defendeu o reforço da "independência do juiz."
Ele afirmou que o magistrado deve ter consciência de suas limitações e jamais deixar que “suas crenças mais íntimas” influenciem nas decisões.
“Não se pode falar de instituições sólidas sem o elemento humano que as impulsiona. Se estamos em uma casa de Justiça, tomemos como objeto o homem magistrado. O homem magistrado é aquele que tem consciência de seus limites. Não basta ter formação técnica, humanística e forte apelo a valores éticos, que devem ser guias de qualquer agente estatal. Tem que ter em mente o caráter laico da sua missão constitucional [para que] crenças mais íntimas não contaminem suas atividades."
Na avaliação de Barbosa, é necessário afastar o novo juiz de influências negativas e dos laços políticos eventualmente usados para a ascensão profissional.
"Nada justifica a pouca edificante busca de apoio para uma singela promoção do primeiro para o segundo grau de jurisdição", disse.
Ele afirmou que quer um Judiciário “sem floreios” e “rapapés” e com compromisso com a eficácia. “Justiça que falha e não tem compromisso com sua eficácia é Justiça que impacta direta e negativamente a vida dos cidadãos”, declarou.
Sobre a situação institucional no Brasil, ele afirmou que o país soube construir instituições que podem servir de modelo internacional. "Hoje pode se dizer que temos instituições sólidas, submetidas cada vez mais ao escrutínio da sociedade, de organizações e da sociedade internacional", afirmou.
(fonte:G1.globo.com)
Discurso de Posse de Joaquim Barbosa


Joaquim Barbosa é o primeiro negro a comandar a mais alta  corte do pais. Sinto-me orgulhosa ! Sua trajetória de vida mostra e confirma, que o melhor caminho para se fazer justiça é a educação.Tenho fé em Deus que a justiça brasileira agora vai prevalecer, A dose de esperança para o povo chegou. Parabéns, Vossa Excelência!! Que Deus o proteja nesse novo cargo. Estou na torcida ...

"O socialismo é uma doutrina triunfante"

“O socialismo é uma doutrina triunfante”

ENTREVISTA  12/O7/2011

Aos 93 anos, ANTONIO CANDIDO explica a sua concepção de socialismo, fala sobre literatura e revela não se interessar por novas obras.

Joana Tavares
da Redação

Crítico literário, professor, sociólogo, militante. Um adjetivo sozinho não consegue definir a importância de Antonio Candido para o Brasil. Considerado um dos principais intelectuais do país, ele mantém a postura socialista, a cordialidade, a elegância, o senso de humor, o otimismo. Antes de começar nossa entrevista, ele diz que viveu praticamente todo o conturbado século 20. E participou ativamente dele, escrevendo, debatendo, indo a manifestações, ajudando a dar lucidez, clareza e humanidade a toda uma geração de alunos, militantes sociais, leitores e escritores.
Tão bom de prosa como de escrita, ele fala sobre seu método de análise literária, dos livros de que gosta, da sua infância, do começo da sua militância, da televisão, do MST, da sua crença profunda no socialismo como uma doutrina triunfante. “O que se pensa que é a face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele”, afirma.

Brasil de Fato – Nos seus textos é perceptível a intenção de ser entendido. Apesar de muito erudito, sua escrita é simples. Por que esse esforço de ser sempre claro?
Antonio Candido – Acho que a clareza é um respeito pelo próximo, um respeito pelo leitor. Sempre achei, eu e alguns colegas, que, quando se trata de ciências humanas, apesar de serem chamadas de ciências, são ligadas à nossa humanidade, de maneira que não deve haver jargão científico. Posso dizer o que tenho para dizer nas humanidades com a linguagem comum. Já no estudo das ciências humanas eu preconizava isso. Qualquer atividade que não seja estritamente técnica, acho que a clareza é necessária inclusive para pode divulgar a mensagem, a mensagem deixar de ser um privilégio e se tornar um bem comum.

O seu método de análise da literatura parte da cultura para a realidade social e volta para a cultura e para o texto. Como o senhor explicaria esse método?
Uma coisa que sempre me preocupou muito é que os teóricos da literatura dizem: é preciso fazer isso, mas não fazem. Tenho muita influência marxista – não me considero marxista – mas tenho muita influência marxista na minha formação e também muita influência da chamada escola sociológica francesa, que geralmente era formada por socialistas. Parti do seguinte princípio: quero aproveitar meu conhecimento sociológico para ver como isso poderia contribuir para conhecer o íntimo de uma obra literária. No começo eu era um pouco sectário, politizava um pouco demais minha atividade. Depois entrei em contato com um movimento literário norte-americano, a nova crítica, conhecido como new criticism. E aí foi um ovo de colombo: a obra de arte pode depender do que for, da personalidade do autor, da classe social dele, da situação econômica, do momento histórico, mas quando ela é realizada, ela é ela. Ela tem sua própria individualidade. Então a primeira coisa que é preciso fazer é estudar a própria obra. Isso ficou na minha cabeça. Mas eu também não queria abrir mão, dada a minha formação, do social. Importante então é o seguinte: reconhecer que a obra é autônoma, mas que foi formada por coisas que vieram de fora dela, por influências da sociedade, da ideologia do tempo, do autor. Não é dizer: a sociedade é assim, portanto a obra é assim. O importante é: quais são os elementos da realidade social que se transformaram em estrutura estética. Me dediquei muito a isso, tenho um livro chamado “Literatura e sociedade” que analisa isso. Fiz um esforço grande para respeitar a realidade estética da obra e sua ligação com a realidade. Há certas obras em que não faz sentido pesquisar o vínculo social porque ela é pura estrutura verbal. Há outras em que o social é tão presente – como “O cortiço” [de Aluísio Azevedo] – que é impossível analisar a obra sem a carga social. Depois de mais maduro minha conclusão foi muito óbvia: o crítico tem que proceder conforme a natureza de cada obra que ele analisa. Há obras que pedem um método psicológico, eu uso; outras pedem estudo do vocabulário, a classe social do autor; uso. Talvez eu seja aquilo que os marxistas xingam muito que é ser eclético. Talvez eu seja um pouco eclético, confesso. Isso me permite tratar de um número muito variado de obras.

Teria um tipo de abordagem estética que seria melhor?
Não privilegio. Já privilegiei. Primeiro o social, cheguei a privilegiar mesmo o político. Quando eu era um jovem crítico eu queria que meus artigos demonstrassem que era um socialista escrevendo com posição crítica frente à sociedade. Depois vi que havia poemas, por exemplo, em que não podia fazer isso. Então passei a outra fase em que passei a priorizar a autonomia da obra, os valores estéticos. Depois vi que depende da obra. Mas tenho muito interesse pelo estudo das obras que permitem uma abordagem ao mesmo tempo interna e externa. A minha fórmula é a seguinte: estou interessado em saber como o externo se transformou em interno, como aquilo que é carne de vaca vira croquete. O croquete não é vaca, mas sem a vaca o croquete não existe. Mas o croquete não tem nada a ver com a vaca, só a carne. Mas o externo se transformou em algo que é interno. Aí tenho que estudar o croquete, dizer de onde ele veio.

O que é mais importante ler na literatura brasileira?
Machado de Assis. Ele é um escritor completo.

É o que senhor mais gosta?
Não, mas acho que é o que mais se aproveita.

E de qual o senhor mais gosta?
Gosto muito do Eça de Queiroz, muitos estrangeiros. De brasileiros, gosto muito de Graciliano Ramos... Acho que já li “São Bernardo” umas 20 vezes, com mentira e tudo. Leio o Graciliano muito, sempre. Mas Machado de Assis é um autor extraordinário. Comecei a ler com 9 anos livros de adulto. E ninguém sabia quem era Machado de Assis, só o Brasil e, mesmo assim, nem todo mundo. Mas hoje ele está ficando um autor universal. Ele tinha a prova do grande escritor. Quando se escreve um livro, ele é traduzido, e uma crítica fala que a tradução estragou a obra, é porque não era uma grande obra. Machado de Assis, mesmo mal traduzido, continua grande. A prova de um bom escritor é que mesmo mal traduzido ele é grande. Se dizem: “a tradução matou a obra”, então a obra era boa, mas não era grande.

Como levar a grande literatura para quem não está habituado com a leitura?
É perfeitamente possível, sobretudo Machado de Assis. A Maria Vitória Benevides me contou de uma pesquisa que foi feita na Itália há uns 30 anos. Aqueles magnatas italianos, com uma visão já avançada do capitalismo, decidiram diminuir as horas de trabalho para que os trabalhadores pudessem ter cursos, se dedicar à cultura. Então perguntaram: cursos de que vocês querem? Pensaram que iam pedir cursos técnicos, e eles pediram curso de italiano para poder ler bem os clássicos. “A divina comédia” é um livro com 100 cantos, cada canto com dezenas de estrofes. Na Itália, não sou capaz de repetir direito, mas algo como 200 mil pessoas sabem a primeira parte inteira, 50 mil sabem a segunda, e de 3 a 4 mil pessoas sabem o livro inteiro de cor. Quer dizer, o povo tem direito à literatura e entende a literatura. O doutor Agostinho da Silva, um escritor português anarquista que ficou muito tempo no Brasil, explicava para os operários os diálogos de Platão, e eles adoravam. Tem que saber explicar, usar a linguagem normal.

O senhor acha que o brasileiro gosta de ler?
Não sei. O Brasil pra mim é um mistério. Tem editora para toda parte, tem livro para todo lado. Vi uma reportagem que dizia que a cidade de Buenos Aires tem mais livrarias que em todo o Brasil. Lê-se muito pouco no Brasil. Parece que o povo que lê mais é o finlandês, que lê 30 volumes por ano. Agora dizem que o livro vai acabar, né?

O senhor acha que vai?
Não sei. Eu não tenho nem computador... as pessoas me perguntam: qual é o seu... como chama?

E-mail?
Isso! Olha, eu parei no telefone e máquina de escrever. Não entendo dessas coisas... Estou afastado de todas as novidades há cerca de 30 anos. Não me interesso por literatura atual. Sou um velho caturra. Já doei quase toda minha biblioteca, 14 ou 15 mil volumes. O que tem aqui é livro para visita ver. Mas pretendo dar tudo. Não vendo livro, eu dou. Sempre fiz escola pública, inclusive universidade pública, então é o que posso dar para devolver um pouco. Tenho impressão que a literatura brasileira está fraca, mas isso todo velho acha. Meus antigos alunos que me visitam muito dizem que está fraca no Brasil, na Inglaterra, na França, na Rússia, nos Estados Unidos... que a literatura está por baixo hoje em dia. Mas eu não me interesso por novidades.

E o que o senhor lê hoje em dia?
Eu releio. História, um pouco de política... mesmo meus livros de socialismo eu dei tudo. Agora estou querendo reler alguns mestres socialistas, sobretudo Eduard Bernstein, aquele que os comunistas tinham ódio. Ele era marxista, mas dizia que o marxismo tem um defeito, achar que a gente pode chegar no paraíso terrestre. Então ele partiu da ideia do filósofo Immanuel Kant da finalidade sem fim. O socialismo é uma finalidade sem fim. Você tem que agir todos os dias como se fosse possível chegar no paraíso, mas você não chegará. Mas se não fizer essa luta, você cai no inferno.

O senhor é socialista?
Ah, claro, inteiramente. Aliás, eu acho que o socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo. E não é paradoxo. O que é o socialismo? É o irmão-gêmeo do capitalismo, nasceram juntos, na revolução industrial. É indescritível o que era a indústria no começo. Os operários ingleses dormiam debaixo da máquina e eram acordados de madrugada com o chicote do contramestre. Isso era a indústria. Aí começou a aparecer o socialismo. Chamo de socialismo todas as tendências que dizem que o homem tem que caminhar para a igualdade e ele é o criador de riquezas e não pode ser explorado. Comunismo, socialismo democrático, anarquismo, solidarismo, cristianismo social, cooperativismo... tudo isso. Esse pessoal começou a lutar, para o operário não ser mais chicoteado, depois para não trabalhar mais que doze horas, depois para não trabalhar mais que dez, oito; para a mulher grávida não ter que trabalhar, para os trabalhadores terem férias, para ter escola para as crianças. Coisas que hoje são banais. Conversando com um antigo aluno meu, que é um rapaz rico, industrial, ele disse: “o senhor não pode negar que o capitalismo tem uma face humana”. O capitalismo não tem face humana nenhuma. O capitalismo é baseado na mais-valia e no exército de reserva, como Marx definiu. É preciso ter sempre miseráveis para tirar o excesso que o capital precisar. E a mais-valia não tem limite. Marx diz na “Ideologia Alemã”: as necessidades humanas são cumulativas e irreversíveis. Quando você anda descalço, você anda descalço. Quando você descobre a sandália, não quer mais andar descalço. Quando descobre o sapato, não quer mais a sandália. Quando descobre a meia, quer sapato com meia e por aí não tem mais fim. E o capitalismo está baseado nisso. O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue. Hoje é normal o operário trabalhar oito horas, ter férias... tudo é conquista do socialismo. O socialismo só não deu certo na Rússia.

Por quê?
Virou capitalismo. A revolução russa serviu para formar o capitalismo. O socialismo deu certo onde não foi ao poder. O socialismo hoje está infiltrado em todo lugar.

O socialismo como luta dos trabalhadores?
O socialismo como caminho para a igualdade. Não é a luta, é por causa da luta. O grau de igualdade de hoje foi obtido pelas lutas do socialismo. Portanto ele é uma doutrina triunfante. Os países que passaram pela etapa das revoluções burguesas têm o nível de vida do trabalhador que o socialismo lutou para ter, o que quer. Não vou dizer que países como França e Alemanha são socialistas, mas têm um nível de vida melhor para o trabalhador.

Para o senhor é possível o socialismo existir triunfando sobre o capitalismo?
Estou pensando mais na técnica de esponja. Se daqui a 50 anos no Brasil não houver diferença maior que dez do maior ao menor salário, se todos tiverem escola... não importa que seja com a monarquia, pode ser o regime com o nome que for, não precisa ser o socialismo! Digo que o socialismo é uma doutrina triunfante porque suas reivindicações estão sendo cada vez mais adotadas. Não tenho cabeça teórica, não sei como resolver essa questão: o socialismo foi extraordinário para pensar a distribuição econômica, mas não foi tão eficiente para efetivamente fazer a produção. O capitalismo foi mais eficiente, porque tem o lucro. Quando se suprime o lucro, a coisa fica mais complicada. É preciso conciliar a ambição econômica – que o homem civilizado tem, assim como tem ambição de sexo, de alimentação, tem ambição de possuir bens materiais – com a igualdade. Quem pode resolver melhor essa equação é o socialismo, disso não tenho a menor dúvida. Acho que o mundo marcha para o socialismo. Não o socialismo acadêmico típico, a gente não sabe o que vai ser... o que é o socialismo? É o máximo de igualdade econômica. Por exemplo, sou um professor aposentado da Universidade de São Paulo e ganho muito bem, ganho provavelmente 50, 100 vezes mais que um trabalhador rural. Isso não pode. No dia em que, no Brasil, o trabalhador de enxada ganhar apenas 10 ou 15 vezes menos que o banqueiro, está bom, é o socialismo.

O que o socialismo conseguiu no mundo de avanços?
O socialismo é o cavalo de Troia dentro do capitalismo. Se você tira os rótulos e vê as realidades, vê como o socialismo humanizou o mundo. Em Cuba eu vi o socialismo mais próximo do socialismo. Cuba é uma coisa formidável, o mais próximo da justiça social. Não a Rússia, a China, o Camboja. No comunismo tem muito fanatismo, enquanto o socialismo democrático é moderado, é humano. E não há verdade final fora da moderação, isso Aristóteles já dizia, a verdade está no meio. Quando eu era militante do PT – deixei de ser militante em 2002, quando o Lula foi eleito – era da ala do Lula, da Articulação, mas só votava nos candidatos da extrema esquerda, para cutucar o centro. É preciso ter esquerda e direita para formar a média. Estou convencido disso: o socialismo é a grande visão do homem, que não foi ainda superada, de tratar o homem realmente como ser humano. Podem dizer: a religião faz isso. Mas faz isso para o que são adeptos dela, o socialismo faz isso para todos. O socialismo funciona como esponja: hoje o capitalismo está embebido de socialismo. No tempo que meu irmão Roberto – que era católico de esquerda – começou a trabalhar, eu era moço, ele era tido como comunista, por dizer que no Brasil tinha miséria. Dizer isso era ser comunista, não estou falando em metáforas. Hoje, a Federação das Indústrias, Paulo Maluf, eles dizem que a miséria é intolerável. O socialismo está andando... não com o nome, mas aquilo que o socialismo quer, a igualdade, está andando. Não aquela igualdade que alguns socialistas e os anarquistas pregavam, igualdade absoluta é impossível. Os homens são muito diferentes, há uma certa justiça em remunerar mais aquele que serve mais à comunidade. Mas a desigualdade tem que ser mínima, não máxima. Sou muito otimista. (pausa). O Brasil é um país pobre, mas há uma certa tendência igualitária no brasileiro – apesar da escravidão - e isso é bom. Tive uma sorte muito grande, fui criado numa cidade pequena, em Minas Gerais, não tinha nem 5 mil habitantes quando eu morava lá. Numa cidade assim, todo mundo é parente. Meu bisavô era proprietário de terras, mas a terra foi sendo dividida entre os filhos... então na minha cidade o barbeiro era meu parente, o chofer de praça era meu parente, até uma prostituta, que foi uma moça deflorada expulsa de casa, era minha prima. Então me acostumei a ser igual a todo mundo. Fui criado com os antigos escravos do meu avô. Quando eu tinha 10 anos de idade, toda pessoa com mais de 40 anos tinha sido escrava. Conheci inclusive uma escrava, tia Vitória, que liderou uma rebelião contra o senhor. Não tenho senso de desigualdade social. Digo sempre, tenho temperamento conservador. Tenho temperamento conservador, atitudes liberais e ideias socialistas. Minha grande sorte foi não ter nascido em família nem importante nem rica, senão ia ser um reacionário. (risos).

A Teresina, que inspirou um livro com seu nome, o senhor conheceu depois?
Conheci em Poços de Caldas... essa era uma mulher extraordinária, uma anarquista, maior amiga da minha mãe. Tenho um livrinho sobre ela. Uma mulher formidável. Mas eu me politizei muito tarde, com 23, 24 anos de idade com o Paulo Emílio. Ele dizia: “é melhor ser fascista do que não ter ideologia”. Ele que me levou para a militância. Ele dizia com razão: cada geração tem o seu dever. O nosso dever era político.

E o dever da atual geração?
Ter saudade. Vocês pegaram um rabo de foguete danado.

No seu livro “Os parceiros do Rio Bonito” o senhor diz que é importante defender a reforma agrária não apenas por motivos econômicos, mas culturalmente. O que o senhor acha disso hoje?
Isso é uma coisa muito bonita do MST. No movimento das Ligas Camponesas não havia essa preocupação cultural, era mais econômica. Acho bonito isso que o MST faz: formar em curso superior quem trabalha na enxada. Essa preocupação cultural do MST já é um avanço extraordinário no caminho do socialismo. É preciso cultura. Não é só o livro, é conhecimento, informação, notícia... Minha tese de doutorado em ciências sociais foi sobre o camponês pobre de São Paulo – aquele que precisa arrendar terra, o parceiro. Em 1948, estava fazendo minha pesquisa num bairro rural de Bofete e tinha um informante muito bom, Nhô Samuel Antônio de Camargos. Ele dizia que tinha mais de 90 anos, mas não sabia quantos. Um dia ele me perguntou: “ô seu Antonio, o imperador vai indo bem? Não é mais aquele de barba branca, né?”. Eu disse pra ele: “não, agora é outro chamado Eurico Gaspar Dutra”. Quer dizer, ele está fora da cultura, para ele o imperador existe. Ele não sabe ler, não sabe escrever, não lê jornal. A humanização moderna depende da comunicação em grande parte. No dia em que o trabalhador tem o rádio em casa ele é outra pessoa. O problema é que os meios modernos de comunicação são muito venenosos. A televisão é uma praga. Eu adoro, hein? Moro sozinho, sozinho, sou viúvo e assisto televisão. Mas é uma praga. A coisa mais pérfida do capitalismo – por causa da necessidade cumulativa irreversível – é a sociedade de consumo. Marx não conheceu, não sei como ele veria. A televisão faz um inculcamento sublimar de dez em dez minutos, na cabeça de todos – na sua, na minha, do Sílvio Santos, do dono do Bradesco, do pobre diabo que não tem o que comer – imagens de whisky, automóvel, casa, roupa, viagem à Europa – cria necessidades. E claro que não dá condições para concretizá-las. A sociedade de consumo está criando necessidades artificiais e está levando os que não têm ao desespero, à droga, miséria... Esse desejo da coisa nova é uma coisa poderosa. O capitalismo descobriu isso graças ao Henry Ford. O Ford tirou o automóvel da granfinagem e fez carro popular, vendia a 500 dólares. Estados Unidos inteiro começou a comprar automóvel, e o Ford foi ficando milionário. De repente o carro não vendia mais. Ele ficou desesperado, chamou os economistas, que estudaram e disseram: “mas é claro que não vende, o carro não acaba”. O produto industrial não pode ser eterno. O produto artesanal é feito para durar, mas o industrial não, ele tem que ser feito para acabar, essa é coisa mais diabólica do capitalismo. E o Ford entendeu isso, passou a mudar o modelo do carro a cada ano. Em um regime que fosse mais socialista seria preciso encontrar uma maneira de não falir as empresas, mas tornar os produtos duráveis, acabar com essa loucura da renovação. Hoje um automóvel é feito para acabar, a moda é feita para mudar. Essa ideia tem como miragem o lucro infinito. Enquanto a verdadeira miragem não é a do lucro infinito, é do bem-estar infinito.

Antonio Candido de Mello e Souza nasceu no Rio de Janeiro em 24 de julho de 1918, concluiu seus estudos secundários em Poços de Caldas (MG) e ingressou na recém-fundada Universidade de São Paulo em 1937, no curso de Ciências Sociais. Com os amigos Paulo Emílio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado e outros fundou a revista Clima. Com Gilda de Mello e Souza, colega de revista e do intenso ambiente de debates sobre a cultura, foi casado por 60 anos. Defendeu sua tese de doutorado, publicada depois como o livro “Os Parceiros do Rio Bonito”, em 1954. De 1958 a 1960 foi professor de literatura na Faculdade de Filosofia de Assis. Em 1961, passou a dar aulas de teoria literária e literatura comparada na USP, onde foi professor e orientou trabalhos até se aposentar, em 1992. Na década de 1940, militou no Partido Socialista Brasileiro, fazendo oposição à ditadura Vargas. Em 1980, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Colaborou nos jornais Folha da Manhã e Diário de São Paulo, resenhando obras literárias. É autor de inúmeros livros, atualmente reeditados pela editora Ouro sobre Azul, coordenada por sua filha, Ana Luisa Escorel.

(fonte:Publicado originalmente na edição 435 do Brasil de Fato)