segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Parabéns, Camili e Manoela!!

Hoje Camili e Manoela festejaram mais um aniversário.As priminhas, amiguinhos, e familiares correram para abraçá-las. As guloseimas, as lembrancinhas, tudo que criança gosta, foi preparado pela tia Gisele e o papai com muito carinho. Tudo de bom!E assim elas vão crescendo cada dia mais lindas, rodeadas de muito amor e carinho.Que Deus continue abençoando vocês e enriquecendo cada dia mais o coração da vovó Heloísa. Felicidades!!!







domingo, 14 de setembro de 2014

Semana Cultural - VI Festival Aberto de Poesia -

- Banda Instituto Ritmus -
- Sala acervo Rita Maria Abreu Maia -
- - Voz e violão com Paulo Ciranda -
- Premiação -

Hoje (13) chegamos ao último dia da Semana Cultural que foi sensacional. A "Feira de livros" na praça um sucesso! Reapresentação da banda do "Instituto Musical Rtimus" deu um show à parte. A inauguração da sala acervo"Rita Maria de Abreu Maia"foi de grande preciosidade para a biblioteca municipal, a cerimônia contou com a presença de sua mãe dona Carlota, suas irmãs Glorinha e Nair, o marido Carlos Orlando, vários amigos e autoridades. No Anfiteatro da Biblioteca foi oferecido um coquetel, e logo em seguida o cantor e compositor Paulo Ciranda apresentou um Recital de "Voz e Violão" que encantou a todos. Pra fechar com chave de ouro foi apresentada a última etapa do VI Festival Aberto de Poesia" espetacular!! Na praça de alimentação show musical com a banda Café Tropical. Até mais!
(fotos - www.saofidelisrj.com.br)

Premiação;
1º Lugar - "E ASSIM POR DIANTE" - Geraldo Evangelista - São Fidélis RJ
2º Lugar - "DESPEDIDA DE AMELIA" - Eder Rodrigues - Pouso Alegre MG
3  Lugar -  EU CANTO UM VERSO PROCÊ" - Marco Antonio Comini Christófaro - Patos de Minas MG
Melhor Intérprete - Marco Antonio C. Christófaro
Menção Honrosa - Geraldo Evangelista

E ASSIM POR DIANTE
(Geraldo Evangelista)

Consegui encontrar o poema da cidade,
na ponte, à tarde, quando o sol entrou na serra,
depois de um banho de luz no rio.

Ele era o vento.
Tantas vezes no meu rosto!
Já era hora deste arrepio
corpo a dentro.

Agora eu sei,
o poema não era o fenômeno,
mas o momento.

Lá de cima,
pode ser toda cidade;
daqui pode ser até saudade
da pracinha da lagosta,
da copa solta das árvores,
das andorinhas, com seus espetáculos
raros, para quem olha para o céu
sem fel

Agora eu sei,
a poesia não era o fato,
mas o acontecimento...

Passo e vejo enfim que é tempo de flores
pelo chão da praça.
Bobeira,
quanta graça de mim agora,
por poemas que não vi ...?!
Quantos perdi, pela vida inteira:
na cisma dos moços, no xadrez das ruas...?!
No efeito da lua sobre o rio,
reagindo no semblante daquela
que não sabe um fio da minha espera.

Agora eu sei,
o poema não era a imagem,
mas o ângulo.

Na minha lenda,
a Bela Joana é agora muito mais bela
e o Sapateiro está ainda lá naquela Serra,
trabalhando!

Também chego de trem
na estação, de quando em vez;
vou ao cinema
e depois canto no show do Dirlei,
onde nunca cantei.

São Fidélis,
fecho os olhos e vejo os Frades gerando a aldeia:
Brancos, negros, índios ...!
Chapas da igreja
que se erguia, sã e bela,
sobre o plano.

Das sapatas à poesia de Antônio Roberto,
Nas missas das manhãs singelas,
duzentos anos!

Agora eu sei,
o poema não queria entrar,
mas sair dos meus olhos.

Aqui, para cá dos poros,
nunca o foi a Praça dos Poetas
nem o peso de se ter um belo apelido;
tão pouco o meu desejo de olhar,
como o olhar do Pedro Emílio,
que poesia não tem fim.

Agora eu sei,
a verdade,
é que só há poema na cidade
Quando há poema em mim.

E assim por diante ...

***

DESPEDIDA DE AMÉLIA
(Éder Rodrigues)

"Depois a noite, corpo imenso. E a palha do meu nome.
Que verso te recompõe? Que fibra te comove ainda?"
Hilda Hilst

Amanhã, livrarei a anca dos apertos na cintura,
diante dos rumos que nunca vingaram
na minha mania de só olhar por frestas.
A porta da rua acordará cedo, como de costume,
mas não serei a serventia da casa.
Engolirei a fome pelos azuis que o céu contorna,
até enterrar cada trapo perdoado pelos séculos assim.
Rendado o mais estreito dos domingos,
desabam os altares onde aprisionei meus santos,
e para não incomodar teu sono, arranhei o samba
bem na parte que cicatrizou meu nome.
Nada de coque e sem os provérbios de sempre,
já que poesia não combina com toalha de mesa.
Ainda que me falte a vista e os passos brindem incertos,
rasgarei a coleção da folhinhas de natal
até me despir de cada um dos afazeres.
Amanhã pregarei outro botão no seu corpo ausente,
desregrada pela fé onde sempre me dei graças
para nada ser perante as coisas.
Decerto que o passado cerzirá cada poente
despedaçado dessa labuta sem meios.
Depois de terços e mais terços encadeados
pela solidão que rendeu métrica e dança no pé,
escorrerei espelho adentro.
Tomara que ao menos metade de mim apareça
na dúvida dos reflexos e eu não tenha mais 
que fazer das tripas, coração.
Manda fazer outra letra de música para cantar
lá no morro porque hoje afrouxo as pregas do vestido
e lá fora provarei de cada gosto, cheiro de lonjura
para ver se realmente Amélia era "de verdade."

Amanhã e só a manhã me quer
nesta mulher que não mais aparecerá no fundo de teu olho
nem coroada com o enxoval destronado de tuas rainhas.
Amélia se despede e sai rogada de promessas
para cobrir a velhice num vestido novo,
florido e sem a goma dos guardados.
Neste amanhã que chegará milagre ou satisfeito.
Trazendo o corpo de ontem disfarçado de manhã
e as flores do vestido na bandeja do seu café.

***
EU CANTO UM VERSO PROCÊ
(Marco Antonio Comini Christófaro)

Eu canto uns verso procê
Se ocê dé de cumê.
Que a coisa é braba, sá dona!
e, se não fosse a sanfona,
de fome eu ia morrê!

Eu canto uns verso procê,
e logo passo o chapéu.
Cruzado, dólar, guinéu,
Tudo o que cair vai bem
e eu nem num faço escaréu!

Eu canto uns verso procê,
mas enche a minha sacola.
Cantadô num pede esmola.
Só troca o som da viola,
com quem lhe dá de cumê.

Eu canto uns verso procê,
não a troco de salário,
que isso é coisa de otário.
Antes de chegá ni mim,
o leão já deu dentada,
levô a maior bolada,
me deixou só um tiquim.

Eu canto uns verso procê.
melhor que sê professô
de direito do labô.
Eu ganho menos, bem sei.
Muito menos, é provável.
Mas tudo é "não tributável"!

Eu canto uns verso procê
aqui na porta da venda.
por favor, seu moço, entenda
que o que eu ganho c'as canção,
não faço declaração
nem pago imposto de renda.

Eu canto uns verso procê,
ainda que o tal imposto
só sirva pra dar desgosto
pro pobre contribuinte
que, além de pagar, empresta
até no ano seguinte.

Eu canto uns verso procê,
que é, também, contribuinte,
paga tudo que é imposto
e, por isto, traz no rosto
a marca desencanto.
Quem devia pagar muito
só paga pouco, ou nem tanto!

Eu canto uns verso procê
que não sabe, e nem parece
que paga ISS, ICM, IPTU,
imposto de renda, IPI
e, no fim ... oh!

Eu canto uns verso procê
que, desde que era menino,
não sabia o seu destino
e nem sabe, até agora.
Pois sempre ouviu, e ainda ouve
Só promessa de melhora.

Eu canto uns verso procê,
que ainda tem esperança
de que, um dia, vai vivê
em uma grande nação.
E, mesmo pagando o pato,
inda encontra candidato
pra votá nas eleição!

Eu canto uns verso procê
e tomo esta cachaça
que, por mais mal que me faça,
me serve de lenitivo.
Por causa dela é que eu vivo,
mesmo num mundo tão duro,
na doce ilusão de que estou
no tal país do futuro!

Eu canto uns verso procê
e tomo outra cachaça ... ah!
E tomo outra cachaça ... ah! ah!
E tomo outra cachaça!
E tomo outra cachaça!
E tomo outra ... cachaça ...
E tomo ... outra ... cachaça ...
E tomo ... ou ... tra ... ca ...cha ... ça ...
E ... to ... mo ... ou ... tra ... ca ... cha ... ça ...
E ... to ... mo ...ou ... tra ... ca ... cha ....

***

Semana Cultural - VI Festival Aberto de Poesia -

- Semana Cultural -
- Cordelista Edmilson Santini -
 - Acroloucos -
 - Exposição  telas  ENA- 
- Confrades da AFL -

Hoje 12 setembro podemos cantarolar assim: já não é a mesma praça, nem o mesmo banco, nem as mesmas flores, nem o mesmo jardim, tudo está mudado, pois estamos alegres, porque temos manifestações culturais perto de nós. A "Feira de Livros ficou aberta todos os dias, a ABL esteve com mais de 30 mil títulos de livros na Semana Cultural, e a Prefeitura colaborou oferecendo vales livros para os alunos e professores da rede municipal, ótima iniciativa. A "Contação de histórias em Cordel" foi apresentada de um jeito bem interessante pelo cordelista Edmilson Santini que cantou suas histórias e seus versos de forma rimada, acompanhado de um pandeiro, onde buscou promover a Literatura de Cordel o apreço pela leitura e aprendizado.A platéia gostou muito! O espetáculo circense "Acroloucos" deu seu show de acrobacias e a garotada se divertiu muito. Na parte da noite aconteceu a primeira etapa ou eliminatória do "VI Festival Aberto de Poesia Falada",foi um sucesso! Tanto as poesias como os intérpretes foram de alto nível, valeu a pena aprender de perto. Na praça de alimentação show musical com Susie Mathias. Até mais!

- Intérpretes VI Festival Aberto de Poesia - 
- POEMAS CLASSIFICADOS -

01- Eu canto um verso procê - Marco Antônio Christóforo - MG
02- Se eu fosse um poema - Jaqueline Lopes -SP
03- Despedida de Amélia - Éder Rodrigues - MG
04- E assim por diante - Geraldo Evangelista - SF
05- Receita para o teu último jantar - Eder Rodrigues - MG
06- Embornal -  Ângelo Pessoa Martins - RJ
07- E só - Paulo César Prazeres Moura - RJ
08- De água para vinho - Jorge Ventura - RJ
09- Digno - Geraldo Evangelista - RJ
10- A última - Marco Antônio Christóforo - MG
11- Simpatia para descobrir o céu - Luís Alfredo Santos - MG 
12- Dialética do Mal - Edelson Nagues - DF
13- Separação - Edelson Nagues - DF
14- Entre o doce e o amargo - José Moreira Sobrinho - RJ
15- Sobre o silêncio - Edelson Nagues - DF

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Semana Cultural - Festival de Poesia 3ª Idade


- Contação de histórias - Encontro com o autor -

- Festival de Poesia 3º Idade -

Continua bombando a Semana Cultural aqui na nossa "Cidadezinha" / Se você foi bem acolhido / Nesta simples cidadezinha / Se gostou e amigos fez / Volte aqui outra vez. - assim digo eu.A "Feira de Livros" continua todos os dias na praça espalhando letras, livros, palavras e sonhos. Hoje o "Encontro com o autor" contou novamente com a presença dos autores Gabriel Edgar e Natany Fernandes na tenda da praça, foi muito legal. A "Contação de histórias" voltou com apresentação de Manuela Hespanhol e Letícia Prado, muito bem preparadas, e mostrando que nossa cidade tem talento para alegrar a garotada. Aconteceu também o "Festival de Poesia 3º Idade" no anfiteatro da Biblioteca Municipal.Bem pensado! Muito bom! Aqui não importa a idade, nossa cidade é Poema. A noite a peça teatral "Eu também quero" faz a cultura acontecer na cidade. Na praça de alimentação show musical com Nataly Pontes. Até mais !

Premiação: Festival de Poesia 3º Idade
1º Lugar - "VOCÊ" - Nicolau Campanelli
2º Lugar - "A TARDE" - Genessy Carneiro
Menção Honrosa - Genessy Carneiro
3º Lugar -  "DIAS FRIOS E SOMBRIOS" - Antônia Albuquerque
Melhor Intérprete - Lúcia Helena Abreu

VOCÊ
(Nicolau de Souza Campanelli)

Raízes do passado, chegou ao fim toda ilusão
Hoje, lembranças imorredouras, num choro contido
Machucado e doído, vive um insensato coração
De um amor platônico, que não foi permitido.

Sucumbiu, em lento sofrimento e, muita dor
Infelizmente, este fim, nem sempre, é esperado
De um amor sem mágoas, mas triste, sem rancor
Que pela inexorável, e dura morte, foi ceifado.

Na voz trêmula, inaudível, pelo soluço embargada
As palavras de saudade, de perda, também, sentimento
Da esperança, ainda que vã, pelo destino cortada
E dos arroubos da juventude, que revivemos a todo momento.

Ciúmes, inveja, sentimentos, por toda, e uma longa, vida
Roiam-me todo o ser, hoje, só Deus sabe o porquê
Dos sonhos, muitos que sonhei, vejo a alegria perdida
Já não tenho sonhos nem amor, eles morreram com você.

***
A TARDE
(Genessy Carneiro)

Triste síncope do dia,
Horas que tudo entristece:
Céu, mar, prados ... tudo enfim
Tudo afinal adormece.

As aves adejam em bando,
Pelo céu todo azulado,
Embalam o triste crepúsculo,
Com um alarido encantado.

E a tarde silenciosa,
Tomba calma e radiosa,
Num tom de melancolia.

E assim, mui bela e afligida,
Fenece com a despedida
Da prece d'Ave-Maria!

***

DIAS FRIOS E SOMBRIOS
(Antonia Albuquerque)

Nestes dias frios e sombrios
Há uma luta dentro de mim
Há um sentimento que perturba meu ser
Uma solidão sem fim.

Solidão, não por está só o tempo todo
Mas por não ter sua companhia
No momento que minha alma precisa de alento
E meu corpo de ser acolhido por você.

Olho para o horizonte, meus olhos querem te alcançar
Mas sei que é inútil, é ilusão
Então entro em conflito comigo mesma
Para combater a solidão.

E vejo que só o que me resta a fazer, é
Afastar de mim esse frio, e os momentos sombrios
Par voltar a sorrir e a felicidade sentir.

Preciso combater essa solidão
Afastar de mim essa escuridão
Pois preciso de paz no coração.

***

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Semana Cultural "Festival de Poesia de Poetas Fidelenses"

- Escritores - Banda 22 de outubro - 
 Contação de histórias : Manoela Hespanhol
 Instituto Musical "Ritmus"
 Festival de Poesia de Poetas Fidelenses
- Premiação - 1º- 2º- 3º Lugares

A Semana Cultural esta sendo um marco artístico e literário na nossa querida Cidade Poema.Hoje dois jovens escritores Gabriel Edgar (17) e Natany Fernandes (14) se apresentaram na tenda da praça para levar palavras de incentivo a leitura.A contação de histórias ficou por conta de Manuela Hespanhol que encantou a platéia com seus bonecos e histórias divertidas.A noite fomos presenteados com uma belíssima apresentação do "Instituto Musical Ritmus", o som que entoaram foi de alta qualidade e agradável de se ouvir, merece aplausos e honra de um bis. Logo a seguir aconteceu o Festival de Poesia de Poetas Fidelenses, o qual participei defendendo meu próprio poema "Literatura de Cordel", onde uma nordestina arretada e um tanto avexada se fez presente rsrsr. Meus colegas poetas fizeram bonito, e foram merecidamente premiados. Na praça de alimentação show musical "Roda Cultural".O evento continua de vento em popa, quer dizer muito bom!Até Mais!

PREMIAÇÃO:
1º Lugar - "JAZ" - Thiago Yuri
2º Lugar - "O QUE NÃO É PRECISO DIZER" -  Geraldo Evangelista
3º Lugar - "VIAJANTE DOS SONHOS" -  Gustavo Polycarpo
Melhor Intérprete - Thiago Yuri
Menção Honrosa - Aline Reis

JAZ
(Thiago Yuri)

Como num sonho dantesco,
Encontrei -me com a morte, perambulando pela vida,
Inda, distante, bem distante. Porém como uma bússola
Que sempre aponta para o norte,
era inegável que ela apontava em minha direção.
Então desafiei: Venha! Mas não trajando preto
Tampouco cheirando a formol, que essa práxis ultrapassada,
Não assusta mais ninguém.

Venha, de um trombadinha que gostou da minha blusa nova;
De uma doença sem cura; um desastre de carro;
de uma bala perdida que nem estava tão perdida assim ...
Qu quiça do meu coração que deveras cansado decide parar de bater.

Sei que virar sem  avisar,
E deixarei minhas meias sujas no canto da sala;
Minha mãe me esperando para mais um almoço.
Minha namorada pranto, esperando uma ligação que nunca irá receber;
E aos amigos no mesmo bar de sempre, com o meu copo de chopp
Já quente, esperando que alguém beba por mim.

E mexerão nas minhas roupas, meus livros, perfumes, discos,
E até mesmo naquele favorito do Rolling Stone
Logo aquele em que eu dizia: neste ninguém põe as mãos.

E ano após, no dia dos fies defuntos.
parentes, filhos amigos e amores, caminharão em romaria
Carregando rosas tantas,
na única rua da cidade em que todos são iguais.

A morte só me tirou a vida
A vida tudo me tirou.

O que levei?
Nem mesmo os espinhos das flores me sobraram
Com a brisa do crepúsculo voaram dentre os outros túmulos.
Este sou eu, pó, pele, carne, osso e pó.
A mim, cabe resignar-me perante a perene verdade.
De que tudo que tive, nada me pertenceu.

***

O QUE NÃO É PRECISO DIZER
(Geraldo Evangelista)

Por mais que a poesia
Transcenda, com seus versos,
o universo,
não deve ser difícil, para um poeta,
assumir
que, diante de ti,
até a beleza do poema,
do tamanho que se deseja,
ou por maior que seja,
ainda é pequena.

Por mais que a ciência
decifre o mundo,
desvendando os mistérios
mais profundos,
não deve ser difícil
para um avançado cientista,
sem disfarce,
conformar-se
com o limitado poder
de alquimista
que, por mais que venha ter
o domínio de saber,
não te explica.

Por mais que a história
seja um fato consumado,
e que todo o nosso tempo
não possa ser mudado,
não deve ser difícil
para um historiador
entender
que algum ser
jamais te contaria,
através de escrita ou de fala,
porque tu não passas ...
pois que és todos dias.

Por mais que se comprovem
que são os astros que nos movem,
não deve ser difícil
para os astrônomos
estudiosos do que somos,
entenderem como supérfluos,
mesmo depois de tantos séculos,
os seus estudos.
Pois que só tu,
abaixo do universo azul,
és o passado, o presente e o futuro.

Por mais que se preguem ...
Por mais que a palavra dita seja ouvida,
não deve ser difícil
para a humanidade entender
o que não se precisa dizer.
Dizer o que, do teu destino?
Se até o menino Deus, Jesus,
quando ao mundo bem nos veio,
foi, justo, bem por meio
do teu poder de luz.

***

VIAJANTE DOS SONHOS
(Gustavo Polycarpo)

Vi um rei debruçado em outro tom de olhar
Borbulhando incógnitas
Primas óticos.
Viajante de sonhos perdidos
Sussurrou-me no ouvido:
- Não, conquista não há;
pois onde foi que ficou o que fomos
ou será numa empresa falida
ou terá sido uma briga
ou um míssil em ação?
Carcomeram os vislumbres do ovo
Que poderiam dar novas
Alegrias de estar.

Vi um rei sem castelos sem miramar
Com olhos molhados
Derramando uma lágrima
Que ao cair transbordava em língua
varejava absorta
E dizia pra mim que :
- Cansei de andar sempre escondida
E parei em algum ponto da estrada
Mas não via a passagem
Dos andares a andar;
Pois o ir é estar sempre encontrando
Calcanhar, trilha, pé e mão
- as pegadas no chão?

***

LITERATURA DE CORDEL
(Berenice Seixas)

De volta à Cidade Poema
Por conta de uma baldeação
Retirando a mala do ônibus
Algo me chamou a atenção
Seis folhetos ali deixados
Foi para mim um presentão.

Deixados, não sei por quem
Talvez por esquecimento
Peguei todos com carinho
Trouxe -me enriquecimento
São de autores nordestinos
Cultura e conhecimento.

São folhetos bem simples
De fácil comunicação
Com linguagem popular
Tem respeito e tradição
Literatura de Cordel
Que cresceu lá no sertão.

A história que retrata
É do famoso cangaceiro
Virgolino  Lampião
E seus fiéis companheiros
Cabra macho e valente
Matou muitos por dinheiro.

De grande valor literário
Poético e verdadeiro
Mostra que a sua força
Vem do nordeste brasileiro
Levando esta arte à punho
O Cordel para o mundo inteiro.
***

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Semana Cultural Cidade Poema

 "Grupo Agitação" - Letícia Prado -
Escola de música "Amor de Índio" - Célia Furtado" -
Palestra - Maria Helena Hespanhol -
Recital - "A Quina da Palavra" - Geraldo Evangelista e Ronaldo Barcelos -

Hoje tivemos momentos de diversão, alegria e conhecimento pra criançada na tenda da praça com Contação de histórias com o "Grupo Agitação"(Letícia Prado) e oficina de música com a "Escola de Música Amor de Índio" (Célia Furtado). Investir na educação e cultura enriquece a nossa sociedade, faz com que a criança de hoje seja um cidadão melhor no futuro. A noite aconteceu a palestra "Escrita poética contemporânea: a palavra reinventada" com a escritora fidelense Maria Helena Hespanhol, foi uma aula de literatura poética, onde aprendemos que: "A arte é o registro da história"- "O poema é a forma física, a poesia está dentro do poema" - "A palavra é que faz a diferença e não o tema" - "Não é o que o autor quer dizer no poema, que nos enriquece, mas sim o que o poema quer dizer para nós"- "O poeta é um trabalhador da palavra" /...escravo  escrevo /.Fiquei encantada! A seguir teve um recital "A Quina da Palavra" com Geraldo Evangelista e Ronaldo Barcelos que foi maravilhoso.Na praça de alimentação show musical com Célia Furtado e Banda. E a festa continua muito legal! Até mais!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Semana Cultural -"I Festival Estudantil de São Fidélis"

Contação histórias - "Grupo Contos do Rei" -
Feira de Livros
Feira de Livros - Vitória (neta) escolhendo seus livros -
Show musical "Banda Audioativa"
I Festival Estudantil de Poesia
- Premiação Festival Estudantil -

Está sendo um sucesso a "Semana Cultural Cidade Poema", a Secretaria de Cultura e o Governo Municipal estão de parabéns. Merecem aplausos! É muito bom mudar o foco, ainda mais quando os raios de luz se convergem para a "Educação" e "Cultura". A Cidade Poema vem fazendo  jus ao nome que leva. A programação começa todos os dias as 8:30h e se estende até às 21:00h com show musical. Hoje e todos os dias tem a Feira de Livros com várias tendas espalhadas pela praça, com livros para todos os gostos, com preços acessíveis, e os leitores estão comparecendo e demostrando interesse pela leitura, estou meio que abismada! Hoje teve apresentação do grupo de contação de histórias "Contos do Rei" que animou muito as crianças. O "Grupo Dançarte" creio eu que deu seu show de talentos, embora não tenha assistido. O show com a "Banda Audioativa" fez bonito na praça, merece replay. Agora, o "I Festival Estudantil de Poesia Falada" inovou e mostrou que nossa cidade está bem representada com jovens estudantes admiradores da arte poética, e a sementinha está sendo plantada, foi muito legal. Fiz parte do juri, e contemplei belos textos. Parabéns aos novos talentos da terra! Para finalizar na praça de alimentação petiscos saborosos todos os dias e música instrumental com André , Claudimar e Ihoda. Tudo muito bom. Vale a pena conferir e participar. Vamos lá! Até mais!

PREMIAÇÃO
1º Lugar: AS MARIAS DO MEU MUNDO - Pedro Muryllo Navega - Colégio Estadual São Fidélis
2º Lugar: O CANGACEIRO E SUA ESTRELA PERDIDA - Taynara dos Santos - Colégio Estadual São Fidélis
3º Lugar: VIVER A VIDA - Gabriely de Souza Guimarães - Escola Municipal Mestra Maria Firmina
Menção Honrosa: REFLEXOS E REFLEXÕES - Maria Clara Bianchini - Colégio Fidelense -
Melhor Intérprete: Pedro Muryllo Navega - Colégio Estadual de São Fidélis -


AS MARIAS DO MEU MUNDO
(Pedro Muryllo Navega)

A Maria com sua louça
A Maria com seu filhinho
A Maria com sua roupa
Roupa dentro da bacia.

Bem de noitinha
Maria toda bonita
vai dançar com seu marido
de batom e laço de fita.

De manhã, de manhãzinha
vem a tal da Mariazinha
com lápis, caneta e borracha.
Vai ela toda boba
encontrar com as amiguinhas.

Maria, Mariazinha,
cuidado menininha!
tem muito marmanjo aí
procurando maria bonitinha.

***
O CANGACEIRO E SUA ESTRELA PERDIDA
(Taynara dos Santos)

Desde menino eu apreciava o céu
Buscava nele o mais sincero encanto
Até que um dia me perdi num exótico brilho ...
Era minha estrela que me trazia um certo espanto.

Sim, era minha estrela, minha rainha.
Seu brilho me trazia sorte
Nesse nordeste em guerra
Somente  ela, minha rainha, me livrava da morte.

Busquei socorro em minha estrela,
Mas o que houve? Onde estava minha rainha?
Olhei o céu de todo nordeste,
mas não encontrei minha bela guia.

Será que não verei mais minha rainha?
Olhava entre os galhos secos do meu sertão
 No céu, a escuridão sem brilho
Enchia meu peito de enorme tristeza.

Todas as noites galopava olhando para o céu
Até que um dia avistei de longe
No imenso céu de meu sertão
Minha rainha que agora não mais se esconde.

Ali mesmo desci do meu cavalo
Ajoelhei na terra seca
Agradeci o bom rei do céu
Por ter encontrado minha estrela amada.

Agora sei que minha estrela
Não fica num só lugar
Ela percorre o céu inteiro
Iluminando também tantos outros cangaceiros.

***
VIVER A VIDA
(Gabriely de Souza)

Já perdoei erros imperdoáveis
Já tentei esquecer pessoas
Mas é difícil esquecer o inesquecível

Fiz coisas sem pensar
Para tentar desabafar
Agi por impulso
Sabendo que ia errar

Já abracei pessoas para proteger
Dei sorrisos sem querer
Acreditei em amigos
Depois não os vi mais

Amei e fui amada
Mas também rejeitada
Já me amaram e não amei
Já gritei, pulei e chorei de felicidade
Mas chorei ouvindo músicas
Vendo fotos de quem não volta mais

Já me apaixonei por um sorriso
E pensei que morreria de saudades
De algumas pessoas
Que jamis pensei em perder e perdi

Perdoar é dádiva
Mas magoar não é certo
Uma vez magoada
Coração machucado

Mas a vida é assim
A gente ama, chora e perdoa
Mas viva e não deixe passar
Porque você também não só pode chorar

***
REFLEXOS E REFLEXÕES
(Maria Clara Bianchini)

Espelhos, reflexos, vidros
Vidros que apenas mostram e valorizam
O superficial, que não há muito valor.
Será que existe algum espelho interior?
Sim, existe.
Nosso verdadeiro espelho interior
Pode refletir aquilo
Que denominamos amor.

***
Premiação:
1º Lugar - um Notebook
2º Lugar - um Tablet
3º Lugar - uma Câmera Digital
Melhor intérprete - um Notebook
Menção Honrosa - um Celular

domingo, 7 de setembro de 2014

Semana Cultura Cidade Poema


 Academia Fidelense de Letras - AFL
Desfile - recordando "Barão de Macaúbas" "Ginásio Fidelense"
 Bia Bedran
Palestra - Íris Gomes da Costa - 
Sendo hoje o segundo dia da Semana Cultural e também comemoração do 7 de setembro, a agitação tomou conta da cidade.Na parte da manhã teve Hasteamento da Bandeira, Desfile Cívico Escolar no qual a Academia Fidelense de Letras se fez presente, a Feira de livros onde as crianças e estudantes tiveram contato com a literatura despertando assim o estímulo a leitura e se esbaldando em meio a tantos livros, foi lindo de se ver! Na parte da tarde teve um "Show Cabeça de Vento" com Bia Bedran, me contaram que foi ma ra vi lho so, perdi o espetáculo, cheguei atrasada, mas consegui um clik.A noite tivemos uma indescritível palestra sobre "Literatura - uma viagem" com a escritora fidelense Íris Gomes onde viajamos na poesia e adquirimos novos conhecimentos, fiquei encantada! Depois, já na 'Praça de Alimentação teve show musical com "Los Felomenais". Até mais!
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