domingo, 31 de maio de 2020

História de amor - Mercedita


Quem me conhece sabe que fui criada ouvindo música, tenho uma memória musical latente dentro de mim. Minha mãe era professora de música e dava aula de acordeon e violino em casa, não ensinava piano, pois não tinha o instrumento, vida muito humilde mesmo, mas sabia música como ela só! Tocava órgão na Primeira Igreja Batista, era uma levita nas teclas, ela tirava o hino (modo de falar) na hora do louvor, para que toda congregação de irmãos louvassem a Deus. Uma bênção! Quando criança tive o prazer de acompanha-la na igreja e ficar pertinho dela, ao lado do órgão, admirando todo aquele grande espetáculo divinal. Que tempo maravilhoso! Minha mãe também tocava harpa, não a vi tocando, penso por ser um instrumento incomum, sei, pois, ela contava em suas poucas conversas. Uma vez ela disse, que chegou até tocar o hino nacional numa máquina de escrever, num clube social que tinha na rua Alberto Torres da nossa cidadezinha. Acredito. 

Assim passei minha juventude ao som das "breves" e "semi-breves". A música é eterna, mas a vida é frágil e breve, cheia encantos e cantos, às vezes no tom certo, outras fora do tom. Mas, vou aprendendo a viver, muito mais agora, em meio à crise sanitária, econômica e política que vivemos, um tempo de incertezas, ódio, intolerância, onde uma pandemia continua matando gente, e ainda temos que ouvir:  e daí?

Nada como a música para nos acalentar! Essa nos acordes do acordeon, é belíssima! A música "Mercedita" é uma linda homenagem a uma história de amor não correspondida, muito conhecida na Argentina, entre Ramon Sixto e Mercedes. Histórias de amor são sempre inspiradoras! 

MERCEDITA

Que doce tem
Mercedita suas lembranças
Perfumada, florida
Amor meu de uma vez

A conheci no campo
A muito tempo em uma tarde
Onde crescem os rigos
Condados de Santa Fé

E assim nasceu nosso querer
Com ilusão, com muita fé
Mas não sei porque a flor
Murchou e foi morrendo

E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
Porque lhe dei meu coração

Vagando como uma queixa
Flutuante no campo vai
O eco do meu canto
Lembrando daquele amor

Mas, apesar do tempo
Decorrido é Mercedita
lenda que hoje palpita
No meu canto nostálgico

E assim nasceu nosso querer
Com ilusão, com muita fé
Mas não sei porque a flor
Murchou e foi morrendo

E amando-a com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer, o que é sofrer
Porque lhe dei meu coração.


Merceditas (ou Mercedita) é uma conhecida canção do folclore argentino, em ritmo de chamamé, composta e gravada com êxito por Ramón Sixto Ríos, na década de 1940. Alcançou sucesso nacional e internacional com as gravações de Ramona Galarza em 1967 e do grupo Los Chalchaleros em 1973. Trata-se de uma canção de amor não correspondido, considerada, junto a "Zamba de mi esperanza", como a mais famosa música folclórica da Argentina e uma das treze mais populares desse país.
Em 1939, o músico Ramon Sixto Rios, nascido na antiga cidade da Federación, foi um jovem de 27 anos que chegou na cidade de Humboldt para atuar em um grupo de teatro na Sarmiento Club.
Lá ele conheceu Mercedes Strickler Khalov (1916-2001), a quem todos chamavam Merceditas, uma bela e Camponesa, loira de olhos azuis, três anos mais jovem, que vive em um laticínio de leite localizado na zona rural em torno da cidade de Humboldt, na província de Santa Fe. Merceditas, filha de imigrantes alemães, havia perdido seu pai quando ela era uma garotinha e, desde então ele teve que assumir a pousada com a mãe e a irmã. 
Esse primeiro encontro teve lugar no Sarmiento Club de Humboldt. Ela usava um vestido branco e usava os cabelos longos e encaracolados e ele tinha um terno trespassado e estava penteando o gel de cabelo.
Merceditas e Ramon começou uma relação formal, que permaneceu dois anos, alimentada pelas cartas que eles trocaram, pois ele viveu em Buenos Aires, mais de 500 quilômetros de distância.
Em 1941, Rios decidiu propor o casamento, e ele viajou para Humboldt com anéis. Mas, inesperadamente, Merceditas rejeitou sua proposta:
Eles se separaram passado no terminal de ônibus da Esperança. Apesar da pausa, Ramon e Merceditas continuou a escrever vários anos, até que parou de responder, em 1945. Ele insistiu, no entanto, mais alguns anos, passando as cartas que lhe causava dor que o amor não correspondido:
Ramón Ríos continuou a sua vida e se casou com outra mulher, que enviuvara apenas dois anos depois. Em 1980, uma revista de Buenos Aires, publicou uma nota, que incluiu uma entrevista com Merceditas. Rios escreveu uma carta pedindo-lhe para ir para Buenos Aires, reunião que se materializou logo depois. Ele voltou a propor casamento, mas ela se recusou novamente. Mantiveram-se em contato estreito até a morte de Rios, 25 de dezembro de 1994, quando ele tinha 81 anos. Seu último ato foi legar os direitos da canção. Ela viveu até os 84 anos e morreu sem deixar filhos em 8 de julho de 2001. Até o último momento vivido com a sensação de que Deus havia punido por seu comportamento. (fonte: wikipédia)

sábado, 30 de maio de 2020

Famigerado


Nesse tempo de isolamento, ou melhor distanciamento social (remete a algo mais leve) estou tendo  o privilégio e tempo de sobra, de estar mais perto das letras, leitura, palavras. Que bom! Não sei o porquê das contas, vim parar nesse texto Famigerado de Guimarães Rosa. Engraçado é que a "web" nos leva por caminhos antes não conhecidos. E assim cheguei até esse conto, uma narrativa Roseana (aprendendo) o qual achei muito interessante. Fiquei curiosa igual ao jagunço Damásio querendo saber o que é Famigerado?!
"De fato, "famigerado" quer dizer "famoso, importante, que merece respeito". Mas boa parte das pessoas usa esse termo com o sentindo de "maldito, desgraçado". Há uma forte possibilidadede que essa tinha sido a intenção do moço do governo."
"O conto "Famigerado" traz pra gente de maneira bastante clara o momento da chegada do jagunço, desse sertanejo bravo. O narrador é um contador de história. O narrador define o medo  de maneira bastante poética, quando diz: "O medo é a extrema ignorância em momento muito agudo."(G.Rosa)  Esse conto traz o encontro de duas fragilidades demasiadamente humanas, ou seja, a ignorância e o medo. A ignorância do jagunço, desse sertanejo que não sabia o significado da palavra Famigerado, e o medo do personagem intelectualizado que servia do decifrador da palavra. São duas características extremamente humanas que se encontram, a linguagem intelectuazada a linguagem do povo, e nesse entra o conflito em ação. As linguagens são personagens. A ignorãncia representada pela fala do sertanejo, e o medo representado pela fala do intelectual. Os dois personagens que são antagõnicos, tanto o jagunço como o intelectual. Um com a linguagem formal  e outro com a linguagem informal, uma representa o medo e o outro a brabeza. O mesmo que habita o medo possui uma linguagem intelectualizada, enquanto o bravo habita a ignorância do saber dos letrados, portanto eles se completam e se igualam em suas fraquezas. inguém é totalmente sábio de tudo, temos falhas; ninguém é tão poderoso que não tema o que não saiba."
(fonte: youtube :trago um livro)
"Damazio, o jagunço, procura o médico no arraial para esclarecimento a respeito da palavra “famigerado” porque acha que foi ofendido pelo moço do Governo que assim o denominou. Quando questionado pelo jagunço, o médico, para evitar maiores problemas, oferece-lhe o primeiro significado da palavra, engambelando, desta forma, o homem do sertão e evitando possível violência."
 Vamos à leitura! Clica no link abaixo

Guimarães Rosa foi um dos mais importantes escritores brasileiros do modernismo, além de ter seguido a carreira de diplomata e médico. Foi o terceiro ocupante da Cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1967. Fez parte da terceira geração modernista, chamada de "Geração de 45".

João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais, no dia 27 de junho de 1908.Desde pequeno, Rosa estudou línguas (francês, alemão, holandês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, russo, latim e grego). Por conseguinte, cursou os estudos secundários num colégio alemão em Belo Horizonte .
Pouco antes de entrar para a Universidade, em 1929, Guimarães já anuncia sua maestria com as letras, onde começa a escrever seus primeiros contos. Em 1930, com apenas 22 anos, formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, ano que casa-se com Lígia Cabral Penna, com quem teve duas filhas.
Foi Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria, quando em 1934, ingressa para a carreira diplomática, no Itamaraty. Guimarães Rosa foi Patrono da cadeira nº 2 na Academia Brasileira de Letras, tomando posse três dias antes de morrer, no dia 16 de novembro de 1967.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

João Paulo Seixas - Mestrado TI



É filho, em meio a essa pandemia e ainda ter que defender uma tese de conclusão de Mestrado, mostra muito bem o que você almeja alcançar com os estudos. Sei que ao acordar pela manhã, foi para sua bancada de estudos e me pediu pra não ser incomodado por nada, pois, algo importante precisava fazer. Assim mantive o respeito. Passado algum tempo, você chegou sorridente dizendo: ¬ terminei o Mestrado! Eu disse: ¬ Glória a Deus! E foi assim, diante dessa telinha mágica que você apresentou o trabalho "online", e obteve aprovação dos professores, com a orientadora,  possibilitando sua conclusão do Mestrado na área, TI. Parabéns pelo esforço e dedicação no que faz! Fico orgulhosa da sua busca pelo saber, da sua inteligência, da capacidade de sempre querer galgar lugares mais altos. Que Deus abençoe sua vida profissional! Continue sendo esse filho maravilhoso, responsável, amoroso. Grandes salas te esperam! Tá profetizado. Amém!


vc pode, vc consegue, vc vai 
29 maio de 2020

Saudades ... casamento


Há 38 anos eu disse o "sim" com o coração cheio de amor por você. Nesse dia casei com a paixão da minha vida, com o melhor homem que conheci. Nesse momento das trocas de alianças eu estava longe de imaginar toda felicidade que me aguardava ao seu lado. Foi a escolha mais certa que Deus me proporcionou. Tudo que admiro num marido num ser humano você possuía, era completo nosso amor. Foi meu verdadeiro amigo e meu grande confidente. Foi 37 anos casados e 7 de namoro, 44 anos cheios de emoções e momentos maravilhosos! Você me fez muito feliz, todos esses anos. Obrigada por tudo Bastião! Não tem como deixar de lembrar desse dia 29/05/82. Te amo!

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Saudades ...


... é tão difícil olhar o mundo ver, o que ainda existe. 
Pois sem você meu mundo é diferente. 
Minha alegria é triste.

A menina que gostava de ouvir essa canção, que corria sobre as toras, que brincava pelas ruas, que gostava de cantar e conversar com as amigas nas calçadas, ainda existe dentro de mim, num mundo diferente e às vezes triste. Hoje a canção soa melancólica em plena noite fria de uma pandemia de 2020 ¬ "ficaram as canções e você não ficou". Preciso continuar a vida, mas do que nunca sem pressa. Quero que Deus me dê muito tempo para amar e cuidar de tudo que vc amou, porque "O amor deixou corações para eu amar." Sei que voltar, é impossível na existência. Mas, continuo amando de longe. Saudades de você!


quarta-feira, 27 de maio de 2020

Comunicação Caduca



Comunicação Caduca

Cabeça começando caducar
Confusão coronavírus.
Corro contato corpo
Coisa chata!
Contagiosa.
Cuidado!
Contudo, convém:
Casa, comida, computador,
cama, cochilo, celular, crochê.
Cozinha cruel!
Contudo, coragem
 Calma
Confiança 
Cristo
Caminho correto.
Caso concorde comigo
Continue coisando 
Coisa certa.
Caso contrário 
Cai castigo.

terça-feira, 26 de maio de 2020

domingo, 24 de maio de 2020

Meditar em Deus


O que as pessoas cobram de Deus que Ele não promete pra ninguém?

Praticamente tudo. As pessoas não estão buscando em Deus coisas intangíveis, que são as que Deus promete. Deus promete se você crer Nele você terá paz. Apesar de tudo Ele promete que se você crer nele você vai desenvolver sua humanidade, você vai se tornar um ente maior do que a mediocridade. Ele promete que se você crer na ressurreição você é uma pessoa que passa pela vida sem conhecer o pânico e a fobia da morte. Ele promete se você amar, você provavelmente não vá se enriquecer, mas você será infinitamente enriquecido. São todas as coisas que a sociedade não quer, que os políticos não desenjam, não produz dinheiro, é o que Deus verdadeiramente promete no evangelho de Cristo ou pela manifestação em pregação daqueles que genuinamente viveram o significado de viver com amor, justiça, esperança e fé.

As pessoas estão querendo são soluções tangíveis, materiais.
Se eu disser que Deus promete que se você freguentar um lugar de culto com regularidade se você colocar o seu dízimo, ofertas de dinheiro, você vai receber e você vai estar fazendo uma barganha com Deus bem remunerada, Ele vai multiplicar sua doação no gasofilástico, se você pedir das pessoas o obscuro, o inumano, o patético, o ridículo e um esforço sacrificial, monumental, as pessoas se mobilizam pra isso.

Aí se você dizer, olha, é tudo de graça, é favor imerecido, só creia, ame, e sirva, elas acham que é pouco demais, e que não vai haver consequência de resultado algum. E que essa história de ser remunerado com paz, com segurança interior, é tudo uma tolice, porque as grandes seguranças humanas são aquelas construídas com tijolos, castelos, bens, aquilo que o mundo gosta de ter e a sociedade diz que são significados de vida.

(fonte: trecho entrevista Caio Fábio - youtube)