terça-feira, 8 de março de 2011

Gente que eu gosto "Myrtes Mathias"



Mirtes Matias Antonio, uma das mais notáveis poetisas evangélicas do Brasil, nasceu em Valença, Rio de Janeiro, a 08.02.1933*. Filha do Sr. Antonio e Dona Eglantina Mathias. Fez seus primeiros estudos em sua terra natal, na Escola Rural, dirigida por sua mãe e aprendeu a ler com cinco anos de idade, deslocando-se para outros centros culturais, onde também estudou. Professora, Escritora, Pesquisadora, Intelectual, Educadora, Oradora, Missionária Batista e autora de literatura infantil. Em 1966, com 33 anos de idade, formou-se em teologia. Chegou a atuar, como missionária, em Tocantínia (TO), mas por problemas de saúde não pode permanecer no campo, embora continuasse empolgada com missões através de seus poemas. Assim, em 1966, atendendo ao convite do Pastor David Gomes, foi trabalhar na sede de Missões Nacionais, como redatora da revista A PÁTRIA PARA CRISTO, onde publicava seus poemas e textos conclamando a todos para atuar na obra missionária. Em 1988 tornou-se imortal – a primeira mulher na Academia Evangélica de Letras, tendo escrito aproximadamente 19 livros entre poemas, crônicas, romances e histórias infantis. Foi 2º ocupante da Cadeira nº 01 da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Escreveu, entre outros, “POEMAS PARA MEU SENHOR” (1967), “HÁ UM DEUS EM TUA VIDA”, “COMPRA-ME UMA FLOR”, “BOM DIA, AMOR”, “VIM FICAR CONTIGO”, “CAMINHOS DE DEUS”, “MAIS QUE UM DESAFIO”, “CANTA, MESMO QUANDO...”, “MENINA SEM NOME” (1972) e “ANTES QUE CAIAM AS ESTRELAS” (ROMANCE-1972). Colaborou em jornais e revistas, tais como O JORNAL BATISTA e as revistas A PÁTRIA PARA CRISTO e VISÃO MISSIONÁRIA, entre outras. Já aposentada, continuou indo à sede de Missões Nacionais e numa máquina de escrever antiga, registrava seus novos poemas, deixando sua marca de grande poetisa evangélica do Brasil, emocionando a todos com seus versos inspirados. Myrtes Mathias faleceu em 05.07.1996.

Há uma outra data de nascimento da poetisa, 12/01/1933

 (fonte:usina de letras)
NO SILÊNCIO

Ajuda-me, Senhor, a ser silenciosa,
fazer tua obra sem ostentação;
ensina-se a dar com a mão direita,
sem que o saiba minha outra mão.

Sei que falas no fragor da tempestade,
no bramido selvagem do mar,
Mas prefiro ver teus dedos nas estrelas,
numa noite silenciosa e de luar.

Sei que falas no tufão que amedronta,
na montanha que se explode no vulcão,
Mas prefiro ver-te no silêncio da planta,
quando tiras uma flor de um botão.

A carroça vazia é que faz mais barulho
ao rodar sobre as pedras da calçada:
a ser um palácio vazio,
serei choupana pobre, porém habitada.

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