segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Cognição - a palavra do ano

 

COGNIÇÃO - A palavra do ano

Como temos os melhores do ano, a imagem do ano, escolhi a palavra do ano. 
Quer saber qual? Cognição. 

Que é, de modo simples, a maneira como pensamos, processamos e interpretamos as informações.

E ela se encaixa muito bem no atual momento da política.

São tantas informações, discursos e histórias eleitoreiras, contadas com a intenção de provocar, indignar, convencer ou buscar apoio eleitoral, que precisamos estar com a nossa cognição bem desperta.

Cognição não significa inteligência ou burrice. É o modo como as pessoas percebem, processam e interpretam aquilo que recebem. Por isso, pessoas letradas ou pouco escolarizadas podem estar tanto à direita quanto à esquerda da política. 

Mas, de um lado, vejo — só vejo — uma narrativa enganadora de um grupo, que tenta mostrar uma falsa luz onde existem trevas, explorando emoções, distraindo a atenção das pessoas e impedindo que elas enxerguem as causas e as consequências. Oremos pelo Brasil.

Precisamos pensar antes de aceitar uma informação como verdade. Ter pensamento crítico  é um bom sinal.

Não sejamos uma Maria vai com as outras.  

Na minha realidade, não tenho como discutir com determinadas pessoas. O diálogo se torna difícil. Então, fecho a minha boca. Também pudera: não sou da oratória, nem do confrontamento, nem do argumento. O máximo que eu ousaria nesse diálogo seria mitigar com uma palavra de carinho.

Porque não existe apenas divergência de opiniões. Existe, às vezes, um "abismo cognitivo" -  uma distância grande na maneira de compreender e interpretar o mundo.

E o meu mundo passa longe desse mundo.

Parece que estamos diante de um cognitivo coletivo confuso.
São tempos e templos tenebrosos.
E quem tem olhos para ver, que veja!

Berenice Seixas

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