Pés na grama
Sempre gostei de pisar descalça na terra de chão vivido — na lama, na pedra, na grama.
Minha infância foi regada a banhos de chuva nas bicas e poças d’água das calçadas da vizinhança, a mãos sujas de terra no quintal da vovó a colher frutas, a corridas livres na grama dos parques da cidade.
A areia da praia passou longe da minha criança.
Pisar na grama sempre foi uma energia saudável. O corpo entende antes da mente: o cérebro parece entrar em modo de equilíbrio emocional. Vem a calma, o medo diminui, o estresse desaparece. O coração agradece. É bem-estar. É prazer. Há uma troca silenciosa que acontece ali. Dá até pra poetizar:
a serotonina acalma a alma,
a dopamina move o corpo.
O contato com a natureza é remédio antigo — cuida do físico e do mental.
Voltarei mais vezes a essas práticas simples e naturais, porque às vezes precisamos de menos pensamentos e mais chão.

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