domingo, 28 de fevereiro de 2021

Saudades ...


Depois que partiu, o tempo anda passando muito rápido, são dois anos sem a sua presença forte em nosso lar, e na minha vida. Que bênção sentir que ainda existe uma força que me impulsiona a seguir e a reerguer diante da vida. Difícil são as lembranças de tudo que vivemos. Depois que partiu os dias têm sido um querer trazer de volta tudo aquilo que nunca mais vai acontecer, é como aquela nuvem que forma um lindo desenho no céu, vindo o vento, a faz desaparecer.

De manhãzinha, levanto para seguir sozinha (e Deus) os passos que pensei de caminharmos juntos por muitos anos. Mas, não me sinto solitária, estou rodeada e ainda saboreando nossos doces frutos multiplicados, os filhos e netos. Sem ti me pego triste e saudosa, nessa nova caminhada, mas, prossigo. Amo em dobro tudo que deixou para trás com sua partida, faz parte de todo amor que nos pertence, que vivemos e sonhamos. Em cada piscar de olhos tem a marca do nosso amor. Tudo está selado!

Sou viúva do seu nome, de sua presença; viúva - palavra difícil de carregar e pronunciar, num bom  sentido das coisas. Não assisto mais nada de futebol, troco de canal na hora, não gosto de ver nenhum jogo, não tem mais a sua olhada fixada e bem entendida do assunto, não tem mais graça com a sua ausência, penso que o futebol, assim como eu, enfraquecemos sem você.

Era contigo lado a lado, diariamente, que abria portas e janelas despreocupadamente ao amanhecer, e cabia a você fechar portas e janelas preocupadamente ao anoitecer. Agora sou eu, que sozinha, executo esse ato que parece ser tão simples, ao mesmo tempo, tão difícil de elaborar. É que o abrir exterioriza uma enorme gratidão a Deus por mais um dia de vida e o fechar interioriza um acolhimento por tudo que vivemos e amamos.  

Vivo o meu dia a dia, andando pelos cômodos da casa numa rotina desenfreada, sentindo um vazio de um silêncio de não conseguir escutar novamente a tua voz e os teus passos. Dói!

Sei que hoje não caminha mais comigo, mas também sei que você nunca partiu.



... em paz com a minha saudade!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Virada do Ano Novo!


Termino esse ano com muita, muita gratidão por tudo. Deus abençoou toda família, minha casa, filhos, netos, genro, nora... e rogo para cada um deles a bênção do Senhor. É uma alegria ter filhos de 38, 35 e 32 anos abençoados! Continuamos firmes, e prosseguindo a caminhada neste ano tão difícil quanto o anterior. Vou me distraindo com meus sonhos, minhas vontades, isso, me põe em movimento, me inspira. É um corre-corre. Coloco o coração, a fé, a esperança nas coisas boas que desejo construir e insisto.  

Nada vai mudar em 2021 se a gente não mudar. Precisamos ser o Novo 2021! A virada do ano é só uma contagem. As mudanças precisam acontecer na mente e no coração. Sejamos mais tolerantes! Vamos olhar para o próximo e enxergá-lo como irmão. Cuidado com as presentes mentes loucas que estão pairando nos ares do mundo!

Em 2021 vamos descer da Arca e colocar o pé em terra firme. Que a pomba branca traga no bico um ramo verde de esperança para todos nós, e um novo mundo depois desse dilúvio. Amém! 






Agradeço a presença dos filhos  e  netinhos ao redor da mesa. Obrigada Deus!

Um esperançoso 2021, para todos!

Proponha como meta desde já, e guarde essas palavras em teu coração, que o ano novo que se aproxima, seja o “ano da valorização do tempo”, que cada minuto seja oportunidade transformada, que cada hora seja hora sagrada, com a certeza de que a soma das horas fazem dias, dias que são jóias raras, que não voltam jamais.
Se puderes caminhar, caminhe mais,
se podes enxergar, repare mais na beleza da vida,
se podes abraçar, abrace mais os teus ideais,
se podes cantar, cante mais a alegria,
se podes correr, corra contra a falta de tempo,
que devora sonhos, que destrói desejos, que deixa filhos distantes, mães saudosas, esposas com os olhos perdidos no horizonte da saudade…
Tenha tempo para o simples, para que a simplicidade da vida não te respondas com problemas complexos, para que os seus dias sejam mais de “fazer”, menos de “imaginar”, e mais de “realizar”.
Eleja o tempo como melhor amigo, e tenha tempo para cuidar melhor de você, valorize tudo o que há de bom em você, um novo ano só será um ano novo, se você se valorizar, se respeitar, ter tempo para os amigos e para o amor,  para gozar o tempo que lhe resta sob o sol, em Novidade de Vida, em comunhão com o dia, de braços com o  Criador….

(Paulo Roberto Gaefke)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Os 5+ de 2020 em São Fidélis

A cidadezinha e o mundo inteiro estão enfrentando um ano muito difícil com a pandemia da Covid 19. Os casos continuam muito preocupantes. Só Deus para nos proteger, e nos livrar desse mal. O inimigo é invisível. Tenho que achar alguma coisa boa neste ano de 2020 para registrar, vou dar trabalho aos meus neurônios, será como procurar agulha no palheiro. Então, vamos a listinha ... Nada sério hein!

1- Conclusão da pintura e iluminação da Ponte Metálica da Cidade Poema.

2- Grupo facebook - "Relembrando o Passado de São Fidélis"

3- Hotel São José recebeu Selo Turismo Consciente do Governo do RJ.

4-"O Mortiço", livro do escritor fidelense Antônio Júnior Persi.

5- As"Lives". E a Campanha política do candidato Dr. Sebastião 50.

até que não foi difícil de achar ...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Saudades ...

 

A Perda do Pai

(Artur da Távola)

A perda do pai: quem sabe vivenciá-la? Como aceitar mortal e falível aquela pessoa grande, capaz de conseguir o universo, logo ele, o provedor, abridor de caminhos pelos quais começamos a passar medrosos?

A perda do pai é a retirada da rede protetora no momento do salto. E há que saltar. É o roubo feito no exato momento em que estávamos a descobrir o melhor do mundo.

A perda do pai é a entrada no lugar-comum, é começar a ser igual a todos os que sofrem, a ter os mesmos medos, as mesmas frases. É voltar a se emocionar com o que se desprezava: datas, pequenas lembranças, objetos, palavras e até com as manias dele que nos irritavam.

A perda do pai é o começo do balanço da própria vida, porque, enquanto vivia, era mais fácil nele descarregar alguns fracassos e culpas.

A perda do pai é o início da significação. As palavras começam a fazer um estranho e novo sentido.

A perda do pai começa a nos ensinar o valor do tempo: o que não fizemos, a visita deixada para depois, o gosto adiado, a advertência desdenhada, o convite abandonado sem resposta, o interesse desinteressado...tudo isso volta, massacrante, cobrando-nos o egoísmo. Nosso primeiro exame de consciência verdadeiro começa quando o pai morre. Nosso encontro com a morte inaugura-se com a dele. Nossa primeira noite sem proteção consciente, dá-se quando ele já não está. E nunca somos mais sós que na primeira noite em que já não o temos. O pai é o mistério enquanto vida e a revelação depois de morto. Num segundo, entendemos tudo o que, durante a vida, nele nos parecia uma gruta de mistérios. Seus objetos ganham vida, suas comidas preferidas passam a ter mais gosto, suas frases adquirem o sentido que só o tempo e a repetição outorgam às coisas. 

A perda do pai dói muito! Isso é tudo. Para que querer saber por quê? O pai é o eu no outro. É dois em um, santíssima dualidade a proclamar o mistério e a glória de existir, dívida que com ele temos, sem nunca conseguir pagar, o que o faz por isso mesmo, sempre, muito melhor do que nós ...