A menina que ainda pula corda
Olho para o tempo, para o muro, e o que vejo é a menina que continua viva dentro de mim. A corda gira, a sombra pula, e o tempo parece devolver a infância por um instante.
Essa criança interior é a minha alma. É tudo o que a vida foi depositando em mim: os afetos, as dores, os sonhos, as emoções, as experiências e a capacidade de me encantar.
Envelhecer não significa deixar de brincar, de sonhar, de se encantar com a vida. A velhice é apenas a casca enrugada dessa vivência. A casca envelhece, mas guarda a história de tudo o que foi vivido.
E a vida é assim: movimento. É continuar aprendendo, sonhando e mantendo a alegria de existir.
Porque o corpo envelhece, mas a menina ainda sabe pular corda.
Berenice Seixas

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