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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Seca do Rio Paraíba do Sul


MEU RIO
(Cibele Seixas)

Águas que corriam
volumosas, profundas e rápidas
por entre saltos e corredeiras.
No leito das suas margens
vida, fartura e esperança
nas águas do Rio Paraíba do Sul.

Águas que correm
rasas, espessas e lentas
por entre ilhas e areal.
No leito das suas margens
lamento, agonia e choro
nas águas do Rio Paraíba do Sul.

Rio das pontes Preta e Metálica
de abundantes peixes e lagostas.
Rio de águas prateadas ao luar
de pescadores, barcos e tarrafas

Onde foram suas águas parar?
*** 




- Fotos degradação do Rio Paraíba do Sul -
- Trecho São Fidélis / Campos -

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Era uma vez ...


Era uma vez ...
Antonio Augusto de Assis
(menção honrosa do I Encontro de poesia de São Fidélis/RJ)

 Era uma vez um lugar
 que se chamava Gamboa.
 Tinha um rio que passava
 juntando as águas da serra para levá-las ao mar.
 E os índios – os coroados, os garulhos e puris.

 Um dia a canoa trouxe, trazendo as bênçãos de Deus,
 dois fradinhos de capucho, um Ângelo, outro Victório,
 e a cruz ali se fincou.

 Fez-se a capela primeira, de pau-a-pique e sapé.
 Depois, belíssima, a igreja
 dedicada a São Fidélis, o mártir de Sigmaringa,
 padroeiro e protetor.

 Em volta se fez a aldeia, da aldeia se fez a vila,
 e a vila se fez cidade, que de tão florida e bela
 de Poema se chamou.

 São Fidélis, Cidade Poema
 Do morro do Sapateiro,
 das lendas e das laranjas que vêm da Bela Joana,
 do leite vindo da Ipuca, de Colônia e Cambiasca,
 da cachacinha gostosa moída no Grumarim,
 do açúcar branquinho da Usina Pureza,
 das barraquinhas na praça em volta da maxambombas.

 São Fidélis do Bar América e do Bar Orion,
 e do Jaime Coelho na porta do Cine Império.
 Do banacaxi, do requeijão, do pão tatu
 e das rosquinhas amanteigadas.
 São Fidélis das serestas e dos grandes bailes,
 dos banhos de rio e da bola de meia.
 E das festas da lagosta do Aloísio Abreu.

 São Fidélis das bandas tocando dobrado
 que hoje escuto redobrados na retreta da saudade.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"Cidade Poema"


CIDADE POEMA

Como ouso eu cantar
em prosa e verso
a minha cidade
que tu nunca ouviste falar.

Fecha os olhos e imagina
deixa a poesia penetrar
entre em meu mundo e veja
como é belo o seu luar.

A margem do rio
o Paraíba a cantar
meus sonhos são levados
para qualquer lugar.

A ponte de ferro
que nos faz fortificar
deixa no coração
a lembrança de amar.

Amar é assim
ferro e vontade de lutar
ferro que vem das raízes
e emoção que nos faz levitar.

A igreja em forma de cruz
do pecado vem nos libertar
a praça em forma de cálice
cálice e hóstia que estão no altar.

São Fidélis, Cidade Poema
poema que nos faz exaltar
São Fidélis, cidade pequena
quantas saudades eu tenho de lá!
 
(Simone Alves V.Barroco)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"São Fidélis Cantiga Para Três Tempos"


SÃO FIDÉLIS
CANTIGA PARA TRÊS TEMPOS

Chuva amarela na Gamboa
- OITIS -
Na avenida, chuva doce:
- SAPOTIS -
Tapetes coloridos nas manhãs
Sob os pés de flamboiãs.
LUCAS e CAMBIASCA
- Freis pioneiros -
no silêncio do bronze
FIDÉLIS

- Santo Padroeiro -
na inércia da massa unicolor.
1840 .....1870 .......1970 ........
Vila ..... Cidade ... Saudade...
Maria
Cheia de graça
que passa.
na praça:
- cadência de passos
no espaço.
Dilma
..... Dilce...... Dilza.....
Diva....... Dolores ...... dores:
Verso pobre,
canto roucos.
Tudo é nada,
muito é pouco.
O que eu digo,
o que eu sinto
no canto pobre
no verso rouco
para dizer donde vens
para dizer o que tens,
é muito pouco,
é muito pouco.
Cajá
, café, caju,
Casa, cachaça, .....Cacilda.
No leito,
o rio,
o estio,
dorme
ouvindo cantigas
de lendas antigas.
Lampião sem gás,
coreto sem "Jazz",
porto
morto.
Hinos, sinos, Banda.
Bogos
, jogos, fogos.
A araponga gonga,
Fere fogo na forja
e aguça o agudo gume
perfuro - cortante,
do comerciante
especialista
- e até tratadista
em robalo.
Cores, flores,
gente, cachorro quente.
Vila!
Cidade!
Saudade.
(Pedro Emílio de A. Siva)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Canto à São Fidélis

CANTO À SÃO FIDÉLIS
( Maria Lúcia Fernandes Rocha)

Ser fidelense é ter sorte grande
De viver nesse chão abençoado!
É saber que o melhor lugar do mundo,
Além de lindo, tem o solo mais fecundo
E o seu povo, aqui vive sossegado!

Sua história é sem dúvida, muito rica
Noz traz exemplos de determinação
Quando aqui chegaram, há duzentos anos
Dois valorosos padres franciscanos
E iniciaram nossa civilização.

Vencendo inúmeras dificuldades
Nossos heróis, Frei Ângelo e Frei Victório
Com sua fé. ternura e suavidade
Conseguiram tornar realidade
O que muitos julgaram ilusório!

Nossa Matriz, tão linda e altaneira
-Iluminada pelos seus vitrais-
Não esconde que também já foi pequena
mas é orgulho da nossa Cidade Poema
E nada deve às grandes catedrais!

Por isso nós, bons fidelenses que somos,
Agradecemos a Deus por nos ter dado
Esse "Berço de Luz" e de grandes poetas.
Que São Fidélis nos conceda como metas:
Paz, progresso e ... céu sempre enluarado!

terça-feira, 24 de abril de 2012

AFL Membro Honorário

Foi belíssima a sessão solene de entrega de Título de Membro Honorário da Academia Fidelense de Letras, realizada no salão nobre do Colégio Estadual de São Fidélis, no dia de ontem, 23 de abril.Os homenageados foram Fuad Mattar, Padre Jonas e Gildo Henrique.


MEU RIO PARAÍBA
(Fuad Mattar)

Meu rio quanta saudade,
Quanto tempo, na verdade,
Ficamos tão longe assim!
Recordações inda vivas,
São pobres aves cativas,
Cativas dentro de mim.

Na manhã ensolarada,
Quando canta a passarada,
Refletes o azul do céu.
Ou na tarde friorenta,
Quando tudo se adormenta,
Na neblina, espesso véu.

Tuas margens resguardadas,
Por montanhas azuladas,
Imponentes, altaneiras.
O arrastar da corrente,
Fustiga; arranca a semente,
Nas pontas das ingazeiras.

Garças sobem à noitinha,
Nos galhos d'aroeirinha,
Em bandos de puro branco
O solitário socó,
Equilibra-se num pé só;
Adormece no barranco.

Salta o dourado à caça,
O curimatã que passa,
Esguia, na corredeira.
O frango d' água que grita,
E escondendo-se agita,
A verde canavieira.

É tanta beleza, tanta,
Quando o dia se levanta,
Irradiando o nascente.
Festa de luz à tarde
Quando o sol descamba e arde,
Iluminando o poente.

O teu marulhar sonoro,
Que pensando rememoro,
Como canção de ninar.
Quero ver-te qualquer dia,
Ouvir tua melodia;
Um dia, quero voltar!

***
Niterói- Tribobó, 23-04-1993

quarta-feira, 14 de março de 2012

AFL no "Dia da Poesia"


O Dia da Poesia foi lembrado pela Academia Fidelense de Letras de modo simples , mas regado a inspiração. O evento foi na praça principal da cidade, que teve o coreto como palco para apresentação das poesias. A nossa presidente Maria Lúcia Fernandes conduziu o evento de modo muito bacana, onde a poesia foi a anfitriã da festa. Houve participação dos confrades da AFL e das escolas da cidade. Na parte da manhã houve também uma panfletagem de poesias pelo centro da "Cidade Poema". Valeu!! Esperamos bis para o próximo ano!

CANTO II
Pedro Emílio
(poeta fidelense)

Invejo, menino,
a cantiga do sino,
o bronze não invejo.

Invejo, operário,
a cantiga do malho,
o trabalho não invejo.

Invejo, poeta,
a cantiga do brejo,
o sapo não invejo.

Invejo a imaterialidade
da canção:
nova anunciação!

domingo, 25 de abril de 2010

Poemas da "Cidade Poema"

CIDADE POEMA
(Simone Alves Vieira Barroco)

Como ouso eu cantar
em prosa e verso
a minha cidade
que tu nunca ouviste falar.

Fecha os olhos e imagina
deixa a poesia penetrar
entre em meu mundo e veja
como é belo o seu luar.

A margem do rio
o Paraíba a cantar
meus sonhos são levados
para qualquer lugar.

A ponte de ferro
que nos faz fortificar
deixa no coração
a lembrança de amar.

Amar é assim
ferro e vontade de lutar
ferro que vem das raízes
e emoção que nos faz levitar.

A igreja em forma de cruz
do pecado vem nos libertar
a praça em forma de cálice
cálice e hóstia que estão no altar.

São Fidélis, Cidade Poema
poema que nos faz exaltar
São Fidélis, cidade pequena
quantas saudades eu tenho de lá!




CIDADE - SAUDADE
( BereniceSeixas )

Minha cidade é bem simples
Com ruas muito bem traçadas
De praças com jardins floridos
Feliz criança brinco com a garotada.

Povo amigo , hospitaleiro
Serras, calor, cachoeiras
Festas, conversas, bons amigos
Sou jovem com ilusões brejeiras.

Rio turvo, ponte estreita,
Banda de música, rua do café
Pé de tamarindo, muralha, biblioteca
Fiquei velha vejo tudo de ré.

São Fidélis,"Cidade Poema"
Quantas saudades me traz!
Meu amor por ti vale a pena
És meu berço meu lugar de paz.




São Fidélis
Cantiga Para Três Tempos
(Pedro Emílio)

Chuva amarela na Gamboa
- OITIS -
Na avenida, chuva doce:
- SAPOTIS -
Tapetes coloridos nas manhãs
Sob os pés de flamboiãs.
LUCAS e CAMBIASCA
- Freis pioneiros -
no silêncio do bronze
FIDÉLIS

- Santo Padroeiro -
na inércia da massa unicolor.
1840 .....1870 .......1970 ........
Vila ..... Cidade ... Saudade...
Maria
Cheia de graça
que passa.
na praça:
- cadência de passos
no espaço.
Dilma
..... Dilce...... Dilza.....
Diva....... Dolores ...... dores:
Verso pobre,
canto roucos.
Tudo é nada,
muito é pouco.
O que eu digo,
o que eu sinto
no canto pobre
no verso rouco
para dizer donde vens
para dizer o que tens,
é muito pouco,
é muito pouco.
Cajá
, café, caju,
Casa, cachaça, .....Cacilda.
No leito,
o rio,
o estio,
dorme
ouvindo cantigas
de lendas antigas.
Lampião sem gás,
coreto sem "Jazz",
porto
morto.
Hinos, sinos, Banda.
Bogos
, jogos, fogos.
A araponga gonga,
Fere fogo na forja
e aguça o agudo gume
perfuro - cortante,
do comerciante
especialista
- e até tratadista
em robalo.
Cores, flores,
gente, cachorro quente.
Vila!
Cidade!
Saudade.


GAMBOA DE OUTRORA
( Pedro Emílio)

Gamboa é a rua triste da cidade
Triste na expressão das árvores
Triste na expressão dos pássaros!

Gamboa rua da chegada,
Gamboa rua da partida ...

Quando chego é rua do abraço
Que me estende o peito úmido de saudade,
Quando parto é rua do adeus
Que me acena na primeira curva do caminho

Gamboa é a rua das lágrimas amarelas dos oitis
Choradas das calçadas ...
Rua das casas antigas debruçadas no tempo ...
Lamento das rezas dos pardais em tardes de cinzas,
Sombras das casas antigas debruçadas no tempo ...

Gamboa é a rua triste de minha cidade,
Triste só para mim, quem sabe ?

Lá, a gente chega na partida ...
Lá, a gente parte na chegada ...

Cidadezinha
( Berenice Seixas)

Se você foi bem acolhida
Nesta simples cidadezinha
Se gostou e amigos fez
Volte aqui outra vez.


LUAR
(Cláudia Calomeni)
A lua imensa,
A igreja!
A ponte sobre o rio onde
deságuam minhas ilusões.
A estação das minha idas
e vindas,
sem saber ao certo
onde chegar,
buscando sempre o rumo da vida.
A praça onde passeiam
meus sonhos de criança
e meus anseios de mulher.
meus versos, meus projetos,
minha vida
na São Fidélis querida.