segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A menina que não tinha fotografias

A menina que não tinha fotografias

Acreditem, esta é a única foto que tenho da minha infância! Ela fica guardada num porta-retrato, com muito carinho.

Às vezes, fico pensando: será que a falta de fotografias e de registros da infância despertou em mim o desejo de fotografar e registrar acontecimentos da vida? Será que é por isso que gosto tanto de guardar coisas, lembranças, contar histórias e até manter um blog pessoal?

Não sei. São perguntas que me faço enquanto olho para essa menina da fotografia.

Talvez, sem perceber, eu tenha aprendido a importância de guardar o que o tempo leva embora e não devolve. Afinal, o tempo passa, mas os registros nos permitem revisitar a vida. São memórias, vivências, identidade e vontade de guardar a própria história. E hoje eu guardo aquilo que poderia ter sido guardado da minha infância.

Será que faço tantos registros hoje porque gostaria de ter as fotografias de ontem?

Não olho para a infância com tristeza, mas com curiosidade. Foi um tempo feliz, de muita diversão e brincadeiras, do qual guardo recordações carinhosas. Se pudesse, gostaria de abrir uma janelinha para o passado e rever aquilo que ficou fora do alcance da memória. Não é saudade de algo perdido. É curiosidade sobre a própria história.

Às vezes, tento voltar aos meus três ou quatro anos e encontro muitos vazios. Não consigo recuperar histórias daquela época. Sei que a memória da infância guarda algumas cenas, lugares e acontecimentos, mas não uma sequência contínua dos anos vividos. Também pudera! A memória não é um arquivo organizado por datas. Às vezes, um detalhe permanece vivo, como o cheiro do plástico da lancheira azul do jardim de infância, enquanto acontecimentos inteiros escapam. As lembranças chegam como flashes, curtinhas, mas algumas permanecem para sempre.

Fico pensando: se as lembranças pudessem ser despertadas por fotografias, a infância viraria um parque de diversão!

Hoje, com o tempo, tornei-me uma velha mulher que deseja deixar pegadas de sua passagem pelo mundo.

Mas aquela menina da única fotografia continua aqui, dentro de mim.

Berenice Seixas

Dia das Crianças

 


Amores da vovó. Deus abençoe!


Amor da vovó - criança grande 

Amores da mamãe!

euzinha

sábado, 10 de outubro de 2026

Bia Bedran - " A Borboleta Brevida"


Foi um prazer muito grande para mim ter um livro autografado pela escritora, professora, cantora e grande contadora de histórias Bia Bedran, aqui na nossa Cidade Poema! Valeu o encontro e o livro.


"Escrever te obriga a pensar."

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Gravando


Está tudo registrado, postado, filmado, gravado e jogado para o universo. "O universo não  escuta o que vc fala, ele sente o que vc vibra." Receba amor, cuidado, alegria, saudades e muito verde - o Mundão de Deus.
07/10//26

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Catarina com o papai

26 set 26 

Oi, minha linda netinha!
Que saudade de você! 
Eu moro longe, num caminho cheio de amor, carinho e docinhos para te dar.
Breve a gente se encontra nesse caminho… e eu vou encher você de abraços, beijos e muito amor! 🍬💞

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

De mãos dadas com o presente

 

Mãos dadas
Carlos Drummond de Andrade

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

+++

Uma refexão

De mãos dadas com o presente

Vou olhar o que está acontecendo agora e seguir em frente. Não fugirei do presente.
“Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.”
Sigo comprometida com a realidade humana. Tenho esperanças, mesmo diante do desconforto, das inconformidades e, talvez, até da indignação.
“O presente é tão grande, não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.”
Sou combatente de lutas difíceis, sejam elas coletivas ou pessoais. 
"Derrotismo não vence batalha."
Em tempos difíceis, não é cada um por si: é por todos. É na coletividade, na empatia, na solidariedade, no diálogo e em tantas outras coisas boas que encontramos forças para vencer os desafios da vida.
Não preciso pensar da mesma maneira, nem me afastar da sociedade. Preciso apenas não deixar que a divergência nos coloque uns contra os outros, causando afastamento, rompendo laços e respeito. 
A realidade me assusta, mas quero pensar, olhar, participar e continuar de mãos dadas com a humanidade.

Berenice Seixas
5 out.26

sábado, 3 de outubro de 2026

Fazendo arte por aí...


Participando como poeta e membro da AFL, do Festival Literário - Energia p Ler na nossa Cidade Poema. Um importante incentivo a à leitura e à valorização da literatura em nossa  cidade. Parabéns a todos envolvidos nesse belo projeto.




Arinda Ferraz - poetiza e membro da AFL

sábado, 26 de setembro de 2026

Parabéns,Vitória!


Minha rainha neta, agora você entrou na fase do um, vinte e um, trinta e um, quarenta e um e por aí vai... Viva todos os uns! Desejo que todas as coisas que são suas, que estão reservadas para você, te encontrem. Que Deus vá abrindo os caminhos e colocando em suas mãos tudo aquilo que Ele preparou para você.
Deu tanto trabalho para trazer essas fotos da galeria do celular para dentro do blog, que fiquei sem inspiração para escrever. 
Mas, olha só... a inspiração chegou na última palavra!

FelizIDADE! ❤️





Este post merece mais que uma postagem ... gratidão Maíra