Uma reflexão do poema
Quando o sentimento já está amadurecido dentro da gente, o poema não nasce aos poucos, ele simplesmente aparece inteiro, como um eco que encontrou saída. E a palavra certa vem com força. Se a gente não acolhe na hora, ela escapa.
Não gosto de escrever forçado. Esse poema nasceu pronto, inteiro, com memória e sentido.
O “tá pedido” é algo verdadeiro, que ficou marcado em mim.
Minha escrita nasce de memórias, lugares e emoções. Não preciso inventar, ela já vem carregada. Meu olhar transforma o simples em matéria viva. Falo do cotidiano, da minha vivência, de tudo que guarda profundidade.
Relendo o poema, percebo a construção:
a infância traz a incompreensão,
a maturidade traz o sentido,
e no final, tudo se costura.
Esse “tá pedido” virou eco.
Um eco cheio de história.
Que eu continue acolhendo esses ecos quando eles chegarem. E que essa poesia simples e verdadeira toque outras pessoas, que elas se reconheçam, mesmo em histórias diferentes.
Ô saudade de pai e mãe!













