
Vim de um lugar pequenoPorém veneno não tem por lá
Vim de um poema lindo
Eu vivo rindo, pois sou de lá
Trago o meu peito aberto
Trago a poesia do meu lugar
Vim de um tudo ou nada
Nada tudo quer ver vai lá
Cidade Poema que me fez poeta
Cidade amor q me faz amar...
Estes são alguns versos da canção do saudoso poeta fidelense Zequinha Macedo.
A canção fala de uma cidade que cabe no coração. Eu também vim desse lugar pequeno. Pequeno no tamanho, mas imenso na poesia. Imenso de lembranças, de afetos, e histórias.Eu vim da Cidade Poema. E foi nessa cidade que a poesia fez morada em mim.
Morada da Poesia
Dizem que certa vez
a poesia saiu à procura
de cidade em cidade
uma delas pra morar
Chegando aqui um dia
encontrando a porta aberta
sem fazer nenhum barulho
pernoitou pra descansar
Sonhou com um grande banquete
regado a inspiração
sentiu-se no palacete
e na sagrada comunhão
Acordando bem disposta
vendo grande mesa posta
de poetas, escritores
artistas e trovadores
Sentiu-se bem à vontade
fartou-se de felicidade!
Disse para a vaidade:
- escolhi aqui morar.
Berenice Seixas
O evento foi muito bom culturalmente e fez jus à nossa Cidade Poema. Tudo de bom gosto, no capricho. Procurei dar o meu melhor.
Como gosto de contar e registrar histórias, minha apresentação teve uma sequência cheia de significados. Comecei cantando um trecho de uma canção do saudoso fidelense Zequinha Macedo, que fala da sua terra. Depois, fui para a minha própria história, com um poema de criação autoral que fala de um lugar onde a poesia encontrou morada.
Fiz um diálogo entre a memória de um outro poeta com a minha identidade poética, formando duas expressões poéticas: a canção e a poesia.
Gostaria de ter o registro da apresentação em vídeo, mas não foi possível. Tirei poucas fotos, mas a história está contada aqui.



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