quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Café com arte



Vim de um lugar pequeno
Porém  veneno não  tem por lá
Vim de um poema lindo
Eu vivo rindo, pois sou de lá

Trago o meu peito aberto
Trago a poesia do meu lugar
Vim de um tudo ou nada
Nada tudo quer ver vai lá

Cidade Poema que me fez poeta 
Cidade amor q me faz amar...

Estes são alguns versos da canção do saudoso poeta fidelense Zequinha Macedo.
A canção fala de uma cidade que cabe no coração. Eu também vim desse lugar pequeno. Pequeno no tamanho, mas imenso na poesia. Imenso de lembranças,  de afetos, e histórias.Eu vim da Cidade Poema. E foi nessa cidade que a poesia fez morada em mim.

Morada da Poesia

Dizem que certa vez
a poesia saiu à procura
de cidade em cidade
uma delas pra morar

Chegando aqui um dia
encontrando a porta aberta
sem fazer nenhum barulho
pernoitou pra descansar

Sonhou com um grande banquete
regado a inspiração
sentiu-se no palacete
e na sagrada comunhão

Acordando bem disposta
vendo grande mesa posta
de poetas, escritores
artistas e trovadores

Sentiu-se bem à vontade
fartou-se de felicidade!
Disse para a vaidade:
- escolhi aqui morar.

Berenice Seixas

O evento foi muito bom culturalmente e fez jus à nossa Cidade Poema. Tudo de bom gosto, no capricho. Procurei dar o meu melhor. 

Como gosto de contar e registrar histórias, minha apresentação teve uma sequência cheia de significados. Comecei  cantando um trecho de uma canção do saudoso fidelense Zequinha Macedo, que fala da sua terra. Depois, fui para a minha própria história, com um poema de criação autoral que fala de um lugar onde a poesia encontrou morada. 

Fiz um diálogo entre a memória de um outro poeta com a minha identidade poética, formando duas expressões poéticas: a canção e a poesia. 

Gostaria de ter o registro da apresentação em vídeo, mas não foi possível. Tirei poucas fotos, mas a história está contada aqui. 





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