domingo, 5 de junho de 2011

Reflexão "Ceia do Senhor"

Ao final da Páscoa, no momento anterior à traição e crucificação de nosso Senhor, Ele instituiu o que ficou conhecido ao longo dos anos como a "Ceia do Senhor".
A Ceia é a segunda ordenança que o Senhor deu à igreja. A primeira ordenança foi o Batismo.
Observamos que a Ceia do Senhor é "até que ele venha". A volta de Cristo é a esperança da igreja e de todos os cristãos.

A Ceia do Senhor é um Memorial cujos os elementos são pão e vinho somente. Cristo não está especialmente presente, nem física, nem espiritualmente. Sua presença é a mesma experimentada costumeiramente pela sua Igreja. É um memorial realizado pelos participantes. Simboliza Cristo e sua morte, não seu corpo literal. Nenhuma graça é transmitida.

Por que cremos que a Ceia do Senhor é um "Memorial" ?

* Porque a expressão “isto é meu corpo” (Mt 26.26; 1Co 11.24) é uma figura de linguagem (metáfora) que na verdade quer dizer “isto simboliza meu corpo”. Esse é o mesmo modo de interpretar expressões como “eu sou o pão da vida” ou “eu sou o pão vivo que desceu dos céus” (Jo 6.48,51), “eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12), “eu sou a porta das ovelhas” (Jo 10.7,9) e “eu sou a videira verdadeira” (Jo 15.1).

* Quando Jesus disse “isto é meu corpo”, a Bíblia diz que ele “tomou um pão” (Mt 26.26; Mc 14.22; Lc 22.19). Nessa ocasião o corpo real de Jesus segurava o pão em vez de integrá-lo.

"Enquanto comiam, "tomou Jesus um pão", e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. (Mt 26:26)

* Porque, apesar da onipresença divina, o corpo de Cristo foi elevado aos céus (At 1.9,11; 7.55, 56) e haverá uma presença corporal de Jesus na terra apenas na sua segunda vinda (At 1.11; Lc 21.27; 1Ts 1.10) de modo que seu corpo não está presente na terra no momento da ceia.

O que é a Ceia do Senhor na "visão memorial" ?

É uma recordação da morte de Cristo (1Co 11.24,25) – O pão simboliza seu corpo oferecido em sacrifício (1Pe 2.24) e o cálice simboliza seu sangue derramado para o perdão dos pecados (Ef 1.7) na cruz do Calvário.

É uma proclamação da morte de Cristo enquanto se espera sua vinda (1Co 11.26) – Volta os olhos dos participantes para o retorno futuro de Cristo (Mt 26.29).

É uma comunhão entre os crentes (1Co 10.17) – É uma refeição que concentra a fé comum dos participantes em Cristo.

(fonte: achados na net)

*Neste domingo me sinto mais feliz e completa por ter participado mais uma vez da celebração da Ceia do Senhor na PIBSF, onde a igreja se reuniu para celebrar a vitória conquistada na cruz do calvário pelo nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo. Até o primeiro domingo do próximo mês ! Amém.

Se isto não for amor



Se Isto Não For Amor

Deixou o esplendor de Sua glória
Sabendo o destino aqui
Estava só e ferido no gólgota
Para dar Sua vida por mim

Se isto não for amor
O oceano secou
Não há estrelas no céu
As andorinhas não voam mais
Se isto não for amor
O céu não é real
Tudo perde o valor
Se isto não for amor

Mesmo na morte lembrou-Se
Do ladrão que ao Seu lado estava
Com amor e ternura falou-lhe
Ao paraíso comigo irás

sábado, 4 de junho de 2011

Adélia Prado


Com licença poética
Adélia Prado


Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade da alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Luzia Prado Freitas (Divinópolis, 13 de dezembro de 1935) é uma escritora brasileira. Seus textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela sua fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único. Professora por formação, exerceu o magistério durante 24 anos, até que sua carreira de escritora tornou-se sua atividade central.

Poema de Sete Faces
Carlos Drummond de Andrade

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos , raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo,
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo".


(Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. Morreu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade).


Até o Fim
Chico Buarque de Hollanda

“Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
“inda” garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão , eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim
Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
Em quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim
Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim
Não tem cigarro acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim ?
Eu já nem lembro “pronde” mesmo que eu vou
Mas vou até o fim
Como já disse era um anjo safado
O chato dum querubim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim”

(Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1944).

Gente que eu gosto "Adélia Prado"

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Adélia Prado

Adélia Prado

Após uma década de silêncio, a escritora mineira Adélia Prado lança o livro de poesias " A Duração do Dia". Os temas que sempre lhe estimularam, como o amor, o divino, o sofrimento e a passagem do tempo estão de volta em muitos momentos. " A Duração do Dia" já iniciou faturando premiações, como o Prêmio Literário da Fundação da Biblioteca Nacional e a estatueta da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA), ambos na categoria de poesia.Para a autora Adélia Prado de 75 anos, nascida em Divinópolis, Minas Gerais, a poesia e a fé são manifestações de revelação da realidade através de um processo divino, a mesma fonte da graça.


TÃO BOM AQUI
Me escondo no porão
para melhor aproveitar o dia
e seu plantel de cigarras.
Entrei aqui pra rezar,
agradecer a Deus este conforto gigante.
Meu corpo velho descansa regalado,
tenho sono e posso dormir,
tendo comido e bebido sem pagar.
O dia lá fora é quente,
a água na bilha é fresca,
acredito que sugestiono elétrons.
Eu só quero saber do microcosmo,
o de tanta realidade que nem há.
Na partícula visível de poeira
em onda invisível dança a luz.
Ao cheiro de café minhas narinas vibram,
alguém vai me chamar.
Responderei amorosa,
refeita de sono bom.
Fora que alguém me ama,
eu nada sei de mim.

Em A Duração do Dia, por exemplo, há um poema, O Ditador na Prisão, em que Adélia trata do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein. "A poesia não é nem nasce necessariamente do bem-estar", afirma. "Ela vem apesar e por causa de tudo. Por isso nos consola tanto. A tristeza num poema é alegria, ainda que lacrimosa."

Apesar da variedade de temas (há até uma poesia intitulada Harry Potter, em que ela relembra brincadeiras com galinhas da época de criança), Adélia acredita revelar-se por meio dos versos. "Penso que um autor se escreve", observa. "Seu texto é ele mesmo, nem ficção científica escapa. Portanto, se faz uma coisa só, vista a luzes e profundidades diferentes. Do meu limite não há como sair."

Graças a Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Adélia publicou "Bagagem" (1976), seu primeiro livro. O escritor Affonso Romano de Sant'Anna enviou os originais da obra para a apreciação do poeta. Drummond considerou os poemas fenomenais e indicou sua publicação. À época, Adélia tinha 40 anos.
Dois anos depois, ela ganhou o prêmio Jabuti por "O Coração Disparado". Em 2006, estreou na literatura infantil com "Quando Eu Era Pequena". Adélia é autora de "Filandras", "Terras de Santa Cruz", "Quero Minha Mãe", "O Pelicano", "Oráculos de Maio", entre outros volumes.
(fonte:net)

Adélia Prado

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Declaração de Amor

Perguntaram a John Lennon:
Por que você não pode ficar sozinho, sem a Yoko?

Eu posso, mas não quero. Não existe razão no mundo porque eu devesse ficar sem ela. Não existe nada mais importante do que o nosso relacionamento, nada. E nós curtimos estar juntos o tempo todo. Nós dois poderíamos sobreviver separados, mas pra quê? Eu não vou sacrificar o amor, o verdadeiro amor, por nenhuma piranha, nenhum amigo e nenhum negócio, porque no fim você acaba ficando sozinho à noite. Nenhum de nós quer isto, e não adianta encher a cama de transa, isso não funciona. Eu não quero ser um libertino. É como eu digo na música, eu já passei por tudo isso, e nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.
(fonte:net)