A chuva, o sol e a lama - sem qualquer intenção, pois a natureza apenas segue seu curso - faziam dela uma maltrapilha: queimada, enlameada e entregue ao tempo, tornando-se cúmplices involuntários desse emaranhado de coisas abandonadas pelo caminho.
Mesmo sabendo que toda sobrevivência se parece mais com luta do que com dança, ela dançou!
Mesmo esquecida ao relento, venceu as intempéries da vida. Não foi destruída. Permaneceu intacta, sem rasgos, sem fissuras, sem qualquer dano às suas membranas, nervuras e ao seu limbo. Saiu vitoriosa diante das adversidades previstas e imprevistas deste mundo hostil.
Então, por um olhar sensível e por mãos acolhedoras, a folha caída na estrada foi recolhida e será levada para um belo quadro emoldurado.
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