Os anos passam
e a velhice chega com pressa.
Vêm as rugas,
os cabelos à mercê das tinturas
a pele mais flácida, as dores
o esquecimento, o caminhar lento
a vista turva, a audição curta
e pouco apetite ...
Mas dentro, intacta,
uma criança corre descalça,
alimentando a vivência de
um coração sonhador.
Com os filhos, noras, genro e netos, saímos por aí
a prosear uns com outros, com a vida, ao redor de uma mesa,
atando cada vez mais, laços invisíveis, e cordões que o tempo não corta.
Aos que vieram, gratidão pela presença. Aos que não puderam, entendo serenamente — tudo é quando pode, tudo é amor.
E houve surpresa entre irmãs de fé: "parabéns pra você", louvores, oração de gratidão, bolo repartido, pizza, risos, e Deus presente na mesa.
A nova idade me pegou de surpresa rsrsr
Descobri, entre um pergunta e outra, e o contar nos dedos,
que encerrava mais um “enta” sem perceber.
Por tudo, gratidão a Deus
que me guarda,
me sustenta
e caminha comigo todos os dias.
Amém.




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