sábado, 23 de janeiro de 2021
domingo, 17 de janeiro de 2021
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Virada do Ano Novo!
Um esperançoso 2021, para todos!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Os 5+ de 2020 em São Fidélis
A cidadezinha e o mundo inteiro estão enfrentando um ano muito difícil com a pandemia da Covid 19. Os casos continuam muito preocupantes. Só Deus para nos proteger, e nos livrar desse mal. O inimigo é invisível. Tenho que achar alguma coisa boa neste ano de 2020 para registrar, vou dar trabalho aos meus neurônios, será como procurar agulha no palheiro. Então, vamos a listinha ... Nada sério hein!
1- Conclusão da pintura e iluminação da Ponte Metálica da Cidade Poema.
2- Grupo facebook - "Relembrando o Passado de São Fidélis"
3- Hotel São José recebeu Selo Turismo Consciente do Governo do RJ.
4-"O Mortiço", livro do escritor fidelense Antônio Júnior Persi.
5- As"Lives". E a Campanha política do candidato Dr. Sebastião 50.
até que não foi difícil de achar ...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Saudades ...
A Perda do Pai
(Artur da Távola)
A perda do pai: quem sabe vivenciá-la? Como aceitar mortal e falível aquela pessoa grande, capaz de conseguir o universo, logo ele, o provedor, abridor de caminhos pelos quais começamos a passar medrosos?
A perda do pai é a retirada da rede protetora no momento do salto. E há que saltar. É o roubo feito no exato momento em que estávamos a descobrir o melhor do mundo.
A perda do pai é a entrada no lugar-comum, é começar a ser igual a todos os que sofrem, a ter os mesmos medos, as mesmas frases. É voltar a se emocionar com o que se desprezava: datas, pequenas lembranças, objetos, palavras e até com as manias dele que nos irritavam.
A perda do pai é o começo do balanço da própria vida, porque, enquanto vivia, era mais fácil nele descarregar alguns fracassos e culpas.
A perda do pai é o início da significação. As palavras começam a fazer um estranho e novo sentido.
A perda do pai começa a nos ensinar o valor do tempo: o que não fizemos, a visita deixada para depois, o gosto adiado, a advertência desdenhada, o convite abandonado sem resposta, o interesse desinteressado...tudo isso volta, massacrante, cobrando-nos o egoísmo. Nosso primeiro exame de consciência verdadeiro começa quando o pai morre. Nosso encontro com a morte inaugura-se com a dele. Nossa primeira noite sem proteção consciente, dá-se quando ele já não está. E nunca somos mais sós que na primeira noite em que já não o temos. O pai é o mistério enquanto vida e a revelação depois de morto. Num segundo, entendemos tudo o que, durante a vida, nele nos parecia uma gruta de mistérios. Seus objetos ganham vida, suas comidas preferidas passam a ter mais gosto, suas frases adquirem o sentido que só o tempo e a repetição outorgam às coisas.
A perda do pai dói muito! Isso é tudo. Para que querer saber por quê? O pai é o eu no outro. É dois em um, santíssima dualidade a proclamar o mistério e a glória de existir, dívida que com ele temos, sem nunca conseguir pagar, o que o faz por isso mesmo, sempre, muito melhor do que nós ...
















